No próximo dia 22 de fevereiro de 2025, a Catedral de Vitória recebe dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, que toma posse como arcebispo da Arquidiocese de Vitória. O início da cerimônia está agendado para as 8h15 para os cumprimentos às autoridades civis locais na Praça da Catedral. Na sequência tem inicio a acolhida e a cerimônia de posse, que promete reunir grande quantidade de fiéis, além de contar com a presença de autoridades civis e eclesiásticas.
O evento reunirá bispos de diversas dioceses, sacerdotes, religiosos e religiosas, bem como representantes de movimentos e pastorais da Igreja Católica. Além disso, autoridades civis, incluindo o Governador Renato Casagrande e sua Esposa e os prefeitos da Grande Vitória, estarão presentes para prestigiar o momento solene.
A celebração seguirá o rito tradicional da Igreja Católica para a posse de um arcebispo. Após a acolhida que se inicia na porta e percorre toda a nave central da Catedral até ao Sacrário, os bispos se paramentam e retornam para a procissão de entrada, dando início à Celebração Eucarística. para uma reverência. Segue-se a leitura da Bula Papal de nomeação de dom Ângelo e a entrega do báculo, que lhe será entregue por dom Dario Campos, ofm, como símbolo de sua missão de pastoreio. Após a entrega do báculo, dom Ângelo é conduzido à cátedra, e assume a presidência da Santa Missa.
A Arquidiocese de Vitória convida todos os fiéis a participarem desta importante celebração. Para aqueles que não puderem comparecer presencialmente, haverá transmissão ao vivo pelo YouTube da Arquidiocese de Vitória, permitindo que toda a comunidade acompanhe este momento.
A CERIMÔNIA
A celebração terá duração de, aproximadamente, duas horas, iniciando às 8:15h, na Catedral de Nossa Senhora da Vitória. Pode-se considerar que serão vivenciados dois:
Primeiro momento:
– Acolhida: O Bispo eleito, Dom Ângelo Mezzari, de vestes corais, é recebido na Praça da Catedral pela banda da Policia Militar, pelo Governador do Estado Renato Casagrande e demais autoridades civis.
– Hino Nacional: A Banda da Polícia Militar executa o Hino Nacional Brasileiro e o Hino Pontifício.
– Beijo da Cruz: No nártex (região de entrada), o Cura da Catedral, Pe. Renato Criste, oferece ao novo Bispo o Crucifixo para ser beijado e o aspersório, com o qual o Arcebispo asperge a si mesmo e aos presentes, enquanto coro e orquestra executam: “Ecce sacerdos magnus” (Eis o grande sacerdote), antífona que a liturgia da Igreja Católica Romana utiliza para a entrada solene de um bispo.
– Visita à Capela do Santíssimo: Em seguida, Dom Ângelo, acompanhado de dom Dario Campo, dom Andherson Franklin e o cardeal Dom Odilo Scherer, é conduzido à Capela do Santíssimo Sacramento, onde permanecem por algum tempo, de joelhos, em oração.
Segundo momento:
– Entrada: Procissão de entrada dos seminaristas, Diácono, Padres e Bispos, enquanto orquestra e coro executam a “Marcha da Igreja”.
– Posicionamento: Dom Ângelo Mezzari , feita a devida reverência, permanece em frente ao altar, ladeado por dom Dario Campos e dom Andherson Franklin. O coro entoa o “Veni Creator Spiritus” (Vinde Espírito Criador), hino em honra ao Espírito Santo.
– Saudação do Metropolita: O Bispo Metropolitano, Dom Frei Dario Campos, ofm, dirige aos presentes sua saudação e pede para ser lida a Bula de nomeação.
– Segue-se o rito da missa, sob a presidência de dom Ângelo Mezzari.
História
Dom Ângelo, natural de Forquilhinha, Santa Catarina, foi nomeado arcebispo pelo Papa Francisco em 30 de dezembro de 2024, sucedendo a Dom Dario Campos, que teve sua renúncia aceita após atingir a idade limite estabelecida pelo direito canônico. Antes desta nomeação, Dom Ângelo atuava como bispo auxiliar na Arquidiocese de São Paulo, sendo responsável pela Região Episcopal Ipiranga.
Nascido em 2 de abril de 1957, na localidade de Sanga do Engenho, município de Nova Veneza, atualmente Forquilhinha, Santa Catarina, é filho de Antonio Mezzari (já falecido) e Maria Etelvina Ronchi Mezzari, sendo o mais velho de 7 irmãos.
Padre Ângelo Ademir ingressou em fevereiro de 1969, ainda não completados 12 anos, no Seminário Rogacionista Pio XII, em Criciúma (SC), onde fez o ensino fundamental e médio.
Já no estado de São Paulo, fez noviciado canônico em Bauru (SP), no ano de 1980, e a primeira profissão religiosa no dia 31 de janeiro de 1981. Professou os votos perpétuos na Congregação dos Rogacionistas do Coração de Jesus, em janeiro de 1984, em Criciúma (SC). Estudou Filosofia na Faculdade Nossa Senhora Medianeira, em São Paulo (SP), e Teologia no Instituto Teológico Pio XI, também na capital paulista. Foi ordenado sacerdote no dia 22 de dezembro de 1984, em Forquilhinha, sua terra natal. Tem 39 anos de vida religiosa e 35 de sacerdócio.
Após a ordenação, completou seus estudos fazendo o curso de Comunicação Social/Jornalismo na Universidade Federal do Paraná (1986-1989), e em São Paulo, no ano de 2003, completou o Mestrado em Teologia Dogmática, na Pontifícia Faculdade Assunção, da arquidiocese de São Paulo, com uma tese intitulada: “Revelação e Comunicação – a questão da transmissão da revelação”.
Na Congregação Rogacionista foi formador, atuou no campo da pastoral vocacional, da assistência social, da educação e comunicação, tendo sido diretor e redator da Revista Rogate e diretor presidente do Instituto de Pastoral Vocacional (IPV). Foi conselheiro da Província Rogacionista São Lucas (Brasil, Argentina e Paraguai) por três mandatos (1989-1988), superior provincial por oito anos (dois mandatos, de 2002 a 2010) e superior geral, por seis anos, de 2010 a 2016, em Roma.
Também atuou na Igreja no Brasil, no âmbito da pastoral vocacional, em particular junto à Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB. Entre 1990 e 2010, foi colaborador e membro do Grupo de Assessoria Vocacional e contribuiu na realização dos Congressos Vocacionais do Brasil.
Desde outubro de 2016 é superior da Comunidade Religiosa Rogacionista em Bauru (SP) e pároco da paróquia Nossa Senhora das Graças. Na diocese, foi membro do Colégio de Consultores (2016-2018) e, desde 2018, faz parte do Conselho de Presbíteros.
Foi nomeado pelo Papa Francisco como bispo titular de Fiorentino, e auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. Sua ordenação episcopal deu-se em 19 de Setembro de 2020, no Santuário do Sagrado Coração Misericordioso de Jesus, em Santa Catarina, pelas mãos de Dom Odilo Scherer, Arcebispo de São Paulo e co-ordenantes, Jacinto Inácio Flach, Bispo de Criciúma e Rubens Sevilha, Bispo de Bauru.
No dia 26 de abril de 2023, durante a 60° Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, foi eleito como Presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, para o período de 2023-2027.