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Foto: Natália Bezerra/PCPR

Polícia Civil autua motorista embriagado por homicídio doloso após atropelar família e matar mulher

A Polícia Civil de Roraima, por meio do PC-I (Plantão Central I), autuou em flagrante, neste domingo, dia 3, o venezuelano E.J.P.G., de 30 anos, pelos crimes de homicídio simples com dolo eventual, lesão corporal grave por três vezes e embriaguez ao volante, após provocar um grave acidente de trânsito que vitimou quatro indígenas venezuelanos da etnia Warao, da mesma família, causando a morte de uma mulher de 25 anos e deixando outras três pessoas feridas, entre elas duas crianças em estado grave, em Boa Vista.

De acordo com o delegado do Plantão Central, Flávio Nóbrega, o acidente ocorreu por volta das 9h, na Avenida General Ataíde Teive, no bairro Caimbé. Segundo as investigações, E.J.P.G. conduzia um veículo Chevrolet Classic em velocidade acima do permitido e sob efeito de álcool, quando perdeu o controle da direção, invadiu a calçada e atropelou a família que transitava pelo local.

“O impacto foi extremamente violento. O veículo só parou após colidir contra uma estrutura de concreto. A conduta do motorista demonstrou total desprezo pela vida humana, motivo pelo qual foi autuado por homicídio doloso, na modalidade dolo eventual”, destacou o delegado.

A vítima fatal, Carmen del Valle Martinez Garcia, de 25 anos, morreu ainda no local. Duas crianças foram socorridas pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em estado grave. Um menino de 3 anos sofreu traumatismo craniano severo e permanece intubado, enquanto uma menina de 6 anos sofreu múltiplas fraturas e será submetida à avaliação cirúrgica. Um homem de 30 anos, também integrante da família, foi hospitalizado com diversos traumas.

A ocorrência foi inicialmente atendida pela PMRR (Polícia Militar de Roraima), que constatou sinais evidentes de embriaguez no condutor. Submetido ao teste do etilômetro, E.J.P.G. apresentou teor alcoólico de 0,60 mg/L, índice significativamente superior ao permitido por lei.

Após ser conduzido ao Plantão Central I, o delegado lavrou o APF (Auto de Prisão em Flagrante). Conforme ressaltou Flávio Nóbrega, diante da gravidade dos fatos, não foi arbitrada fiança.

“A Polícia Civil agiu com rigor diante de uma ocorrência brutal, marcada pela irresponsabilidade e pelo consumo de álcool. Crimes dessa natureza exigem resposta firme do Estado para garantir justiça às vítimas e combater a violência no trânsito”, afirmou.

O motorista foi apresentado nesta segunda-feira, dia 4, em audiência de custódia. Ele teve a prisão em flagrante homologada e convertida em prisão preventiva.

SECOM RORAIMA
Texto: Ascom/PCRR
Fotos: Ascom/PCRR

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