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Centro-Oeste chega a quase 12 milhões de eleitores e revela contrastes de renda e escolaridade em 2026

Mulheres são maioria em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal; ensino médio completo predomina entre os eleitores, enquanto diferenças de renda mostram uma região economicamente heterogênea

O Centro-Oeste chegará às urnas nas Eleições Gerais de 2026 com 11.997.001 eleitores aptos, contingente 3,97% maior que o registrado em 2022. São 457,7 mil novos eleitores em quatro anos. A região representa atualmente 7,56% de todo o eleitorado brasileiro, segundo dados consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). (Justiça Eleitoral)

Por trás dos quase 12 milhões de títulos eleitorais, porém, existem realidades bastante distintas. Goiás concentra aproximadamente 42% dos votos da região; Mato Grosso aparece em segundo lugar, seguido pelo Distrito Federal e por Mato Grosso do Sul. Ao mesmo tempo, as quatro unidades apresentam um ponto em comum: as mulheres constituem a maioria do eleitorado, enquanto o ensino médio completo aparece como o nível de escolaridade mais frequente.

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O perfil também mostra um eleitorado predominantemente adulto. No cenário nacional, a faixa de 40 a 44 anos é atualmente a mais numerosa, enquanto o peso das faixas mais velhas vem aumentando. No Centro-Oeste, 283.436 eleitores têm até 18 anos. (Justiça Eleitoral)

Goiás concentra mais de quatro em cada dez eleitores da região

Com 5.080.755 eleitores, Goiás possui, com folga, o maior colégio eleitoral do Centro-Oeste. O estado responde sozinho por cerca de 42,4% de todos os votos potenciais da região. Na composição por sexo, as mulheres representam aproximadamente 53% do eleitorado goiano. (Bloomberg Línea Brasil)

A idade também ajuda a desenhar o perfil de quem decidirá a eleição no estado. O maior grupo está entre 40 e 44 anos, com mais de 519 mil eleitores.

Na escolaridade, o ensino médio completo lidera: 29,41% dos eleitores goianos declararam esse grau de instrução. Em seguida aparecem ensino fundamental incompleto, com 20,65%, e ensino médio incompleto, com 17,82%. O dado revela que uma parcela significativa do eleitorado está concentrada nos níveis intermediários de escolarização. (Justiça Eleitoral)

No contexto econômico, Goiás registrou em 2025 rendimento domiciliar mensal per capita de R$ 2.407, pouco acima da média brasileira de R$ 2.316. (Agência de Notícias IBGE)

Mato Grosso combina expansão eleitoral e predominância feminina

Mato Grosso terá 2.638.230 eleitores em outubro. É o segundo maior colégio eleitoral do Centro-Oeste e o estado da região que apresentou uma das expansões mais expressivas em relação à última eleição presidencial. Frente a 2022, quando possuía 2,469 milhões de eleitores, o crescimento foi próximo de 7%. (Justiça Eleitoral)

As mulheres somam 1.355.774 eleitoras, ou 51%, contra 1.282.435 homens, equivalentes a 49%. O grupo etário mais numeroso é o de 40 a 44 anos, com 278.333 eleitores, seguido pela faixa de 30 a 34 anos, com 272.941. (Justiça Eleitoral)

A escolaridade novamente coloca o ensino médio completo na liderança. São 715.865 eleitores nessa condição, cerca de 27% do total. Outros 526.048 têm ensino fundamental incompleto e 485.883 não concluíram o ensino médio. O estado também conta com 362.953 eleitores com ensino superior completo. (Repórter News)

Mato Grosso apresentou, em 2025, rendimento domiciliar per capita de R$ 2.335, praticamente alinhado à média brasileira. (Agência de Notícias IBGE)

Distrito Federal reúne o eleitorado de maior escolarização e renda

O Distrito Federal possui 2.253.132 eleitores aptos para 2026 e ocupa a terceira posição no ranking regional. É também a unidade do Centro-Oeste onde a presença feminina é proporcionalmente mais forte: 54% do eleitorado é formado por mulheres, contra 46% de homens. (CLDF)

O DF se diferencia principalmente pela escolaridade. 30,7% dos eleitores concluíram o ensino médio, enquanto outros 23,3% possuem ensino superior completo. Isso significa que praticamente um em cada quatro eleitores brasilienses declarou ter concluído uma graduação. (CLDF)

O envelhecimento também aparece de maneira clara. O Distrito Federal reúne atualmente cerca de 460 mil eleitores com 60 anos ou mais, número aproximadamente 24% superior ao de 2022. Em sentido contrário, o eleitorado de 16 e 17 anos caiu significativamente no período. (CLDF)

É também no DF que aparece o maior contraste econômico regional. O rendimento domiciliar per capita chegou a R$ 4.538 em 2025, praticamente o dobro dos R$ 2.316 registrados para o conjunto do Brasil e muito acima dos R$ 2.772 observados na média do Centro-Oeste. (Agência de Notícias IBGE)

O indicador elevado, entretanto, não significa homogeneidade. O próprio perfil educacional revela diferenças internas: quase um terço dos eleitores não chegou a concluir o ensino médio, enquanto determinadas regiões administrativas concentram parcelas expressivas de eleitores com formação superior. (Correio Braziliense)

Mato Grosso do Sul tem pouco mais de 2 milhões de eleitores

Mato Grosso do Sul fecha o quadro regional com aproximadamente 2,025 milhões de eleitores aptos, cerca de 17% do eleitorado do Centro-Oeste. As mulheres também são maioria, representando aproximadamente 53% do cadastro, diante de 47% de homens. (Justiça Eleitoral)

Na escolaridade, 24,08% possuem ensino médio completo, enquanto 23,6% têm ensino fundamental incompleto. Outros 16,5% não concluíram o ensino médio e aproximadamente 14% possuem ensino superior completo. O resultado mostra um eleitorado bastante dividido entre os diferentes níveis educacionais. (Midiamax)

A maior concentração etária está entre os adultos de 35 a 44 anos, grupo que representa aproximadamente um quinto do eleitorado estadual. (oliberalnews.com.br)

No contexto de renda, Mato Grosso do Sul registrou R$ 2.454 de rendimento domiciliar per capita em 2025, o segundo maior resultado entre os quatro integrantes da região, atrás apenas do Distrito Federal. (Agência de Notícias IBGE)

O retrato do eleitor do Centro-Oeste

UnidadeEleitores em 2026MulheresEscolaridade mais frequenteRenda domiciliar per capita*
Goiás5.080.755cerca de 53%Médio completo — 29,41%R$ 2.407
Mato Grosso2.638.23051%Médio completo — cerca de 27%R$ 2.335
Distrito Federal2.253.13254%Médio completo — 30,7%R$ 4.538
Mato Grosso do Sul2.024.884cerca de 53%Médio completo — 24,08%R$ 2.454

*Rendimento domiciliar per capita da população residente em 2025, segundo a PNAD Contínua/IBGE. Não representa a renda individual de cada eleitor. Os totais estaduais consolidados reproduzem a base nacional do TSE. (Bloomberg Línea Brasil)

Renda e “classe social” precisam ser analisadas com cautela

Há uma distinção importante ao se falar em perfil socioeconômico do eleitor. O cadastro da Justiça Eleitoral permite analisar variáveis como sexo, idade, grau de instrução e características cadastrais, mas não oferece uma classificação individual dos eleitores por renda ou classe social. Por isso, associar diretamente determinado percentual dos eleitores às classes A, B, C, D ou E sem uma pesquisa amostral específica produziria uma conclusão inadequada. As bases públicas do TSE disponibilizam diferentes recortes do perfil eleitoral por unidade da Federação. (Portal de Dados Abertos do TSE)

Os indicadores do IBGE servem, portanto, como contexto socioeconômico do território onde esses eleitores vivem, e não como renda declarada do eleitor. Essa diferenciação é especialmente relevante no Distrito Federal, onde a renda média elevada convive com fortes desigualdades entre as regiões administrativas.

O conjunto dos números aponta para um Centro-Oeste eleitoralmente em expansão, majoritariamente feminino, adulto e com forte concentração no ensino médio, mas marcado por diferenças econômicas significativas. Goiás continuará sendo o principal campo de disputa em volume absoluto de votos, Mato Grosso apresenta o maior dinamismo recente do eleitorado, Mato Grosso do Sul mantém um perfil educacional mais distribuído, enquanto o Distrito Federal se destaca pela maior escolaridade e pelo nível de renda.

Para candidatos e partidos, o retrato sugere uma região que não pode ser tratada como um bloco homogêneo: são quase 12 milhões de eleitores inseridos em estruturas econômicas, sociais e territoriais bastante diferentes — e essas diferenças ajudam a explicar por que emprego, renda, educação, saúde, segurança e qualidade dos serviços públicos tendem a ocupar espaço relevante no debate eleitoral de 2026. (Justiça Eleitoral)

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