Maior colégio eleitoral do país, região reúne 41,78% dos brasileiros aptos a votar em 2026; São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro ocupam as três primeiras posições nacionais em número de eleitores
A Região Sudeste chegará às Eleições Gerais de 2026 com 66.329.375 eleitoras e eleitores aptos a votar, o equivalente a 41,78% de todo o eleitorado brasileiro. Embora continue sendo, com ampla vantagem, a região de maior peso eleitoral do país, o Sudeste registrou pequena redução de 0,56% em relação às eleições de 2022, quando possuía cerca de 66,7 milhões de votantes.
Os números consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram ainda que São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são, nessa ordem, os três maiores colégios eleitorais do Brasil. Somados ao Espírito Santo, os quatro estados apresentam algumas características semelhantes: predominância feminina, forte presença das faixas adultas de idade e avanço da escolaridade.
A análise econômica também revela diferenças relevantes. O cadastro eleitoral não informa a classe social ou a renda individual do eleitor. Por isso, para contextualizar as condições socioeconômicas dos estados, podem ser utilizados os dados de rendimento domiciliar per capita de 2025 da PNAD Contínua, do IBGE. Esses indicadores não permitem afirmar a classe social de cada eleitor, mas ajudam a dimensionar o ambiente econômico no qual esse eleitorado está inserido.
São Paulo: mais de 34 milhões de eleitores e maior peso eleitoral do Brasil
São Paulo mantém uma posição sem paralelo no cenário eleitoral brasileiro. O estado possui 34.104.226 eleitores aptos, equivalentes a 21,48% de todos os eleitores do país e aproximadamente 51,4% de todo o eleitorado da Região Sudeste. Isso significa que, sozinho, o estado concentra mais de um quinto dos votos potenciais brasileiros.
As mulheres representam 53% do eleitorado paulista, cerca de 18,1 milhões de eleitoras, enquanto os homens correspondem a aproximadamente 47%, ou 15,9 milhões.
A faixa entre 40 e 44 anos, com aproximadamente 3,48 milhões de pessoas, é a mais numerosa. Na sequência aparecem os eleitores entre 45 e 49 anos, com 3,38 milhões, e aqueles entre 35 e 39 anos, com aproximadamente 3,23 milhões. O envelhecimento do eleitorado também chama atenção: há cerca de 8,5 milhões de paulistas com mais de 60 anos registrados para votar.
Na escolaridade, o ensino médio completo é a condição mais frequente, declarada por 33,45% dos eleitores, o equivalente a aproximadamente 11,4 milhões de pessoas. Outros 17,53% possuem ensino fundamental incompleto e 16,67% têm ensino médio incompleto. Já 5,13 milhões de eleitores, ou 15,05%, declararam possuir ensino superior completo.
Do ponto de vista econômico, São Paulo também apresenta o maior rendimento domiciliar per capita entre os quatro estados do Sudeste: R$ 2.956 mensais em 2025, acima da média brasileira de R$ 2.316.
Minas Gerais: segundo maior colégio eleitoral brasileiro
Minas Gerais terá 16.377.659 pessoas aptas a votar, correspondendo a 10,32% do eleitorado brasileiro e aproximadamente 24,7% do eleitorado do Sudeste. É o segundo maior colégio eleitoral do país.
As mulheres também predominam entre os mineiros: representam 52,48% do eleitorado estadual. O estado possui ainda um contingente crescente de eleitores mais idosos. São 2.083.019 pessoas com 70 anos ou mais, correspondentes a 12,73% dos eleitores. Já os jovens de 16 e 17 anos somam 133.077.
A escolaridade vem apresentando evolução significativa. O ensino médio completo é atualmente o maior grupo educacional, reunindo aproximadamente 4,1 milhões de eleitores, ou 25,3% do total. O número de eleitores com ensino superior completo também cresceu de maneira expressiva nas últimas décadas e alcança aproximadamente 1,67 milhão de pessoas.
Minas Gerais apresenta rendimento domiciliar per capita de R$ 2.353, ligeiramente superior à média brasileira de R$ 2.316 registrada em 2025.
Outro aspecto da composição do eleitorado mineiro é a diversidade territorial. São 853 municípios, o que transforma o estado em um ambiente eleitoral marcado tanto por grandes centros urbanos, como Belo Horizonte, Uberlândia e Contagem, quanto por centenas de pequenos municípios do interior.
Rio de Janeiro: mulheres representam 54% dos eleitores
Com 12.857.000 pessoas aptas a votar, o Rio de Janeiro responde por 8,10% do eleitorado nacional e por aproximadamente 19,4% dos eleitores do Sudeste, mantendo a posição de terceiro maior colégio eleitoral brasileiro.
Entre os fluminenses, a presença feminina é ainda mais expressiva. São 6.946.339 mulheres, aproximadamente 54% do eleitorado. Os homens somam 5.902.909, enquanto 7.752 registros não possuem informação sobre sexo.
O estado também apresenta participação significativa da população mais velha. Há 1.839.654 eleitores com 70 anos ou mais, enquanto os jovens de 16 e 17 anos representam 67.628 pessoas.
No grau de instrução, o ensino médio completo é a categoria mais numerosa, com aproximadamente 3,3 milhões de eleitores. O ensino médio incompleto reúne cerca de 3 milhões, enquanto aproximadamente 2,9 milhões possuem ensino fundamental incompleto. Cerca de 1,2 milhão declarou possuir ensino superior completo. Dados consolidados a partir das estatísticas do TSE mostram que o ensino médio completo também é o nível predominante no estado.
O Rio de Janeiro possui o segundo maior rendimento domiciliar per capita da Região Sudeste: R$ 2.794 mensais, também acima da média nacional.
A distribuição territorial dos votos é bastante concentrada. Somente a capital possui 4.950.429 eleitores, seguida por São Gonçalo, com 653.494; Duque de Caxias, com 635.079; e Nova Iguaçu, com 615.377.
Espírito Santo: quase 3 milhões de eleitores
O Espírito Santo possui 2.990.490 pessoas aptas a votar em 2026, o equivalente a aproximadamente 1,88% do eleitorado nacional e 4,5% do eleitorado da Região Sudeste. Apesar de ter o menor contingente eleitoral da região, o estado registrou crescimento de cerca de 2,3% em comparação com as eleições gerais de 2022.
As mulheres são novamente maioria: 1.578.618 eleitoras, ou aproximadamente 53% do total. Os homens somam 1.411.346, correspondentes a cerca de 47%.
Na escolaridade, 811.919 eleitores possuem ensino médio completo, representando 27,15% do eleitorado capixaba. O ensino fundamental incompleto aparece em seguida, com 23,20%, enquanto 18,29% têm ensino médio incompleto. Já os eleitores com ensino superior completo representam 11,20%.
Em relação às condições econômicas, o Espírito Santo registrou rendimento domiciliar per capita de R$ 2.249 em 2025, valor ligeiramente abaixo da média brasileira de R$ 2.316 e o menor entre os quatro estados do Sudeste.
Serra concentra o maior número de eleitores capixabas, com 361.293 pessoas aptas a votar, seguida por Vila Velha, com 347.204; Cariacica, com 274.219; e Vitória, com 266.229.
Retrato do eleitorado do Sudeste
| Estado | Eleitorado 2026 | Mulheres | Escolaridade predominante | Renda domiciliar per capita* |
|---|---|---|---|---|
| São Paulo | 34.104.226 | 53% | Ensino médio completo – 33,45% | R$ 2.956 |
| Minas Gerais | 16.377.659 | 52,48% | Ensino médio completo – 25,3% | R$ 2.353 |
| Rio de Janeiro | 12.857.000 | 54% | Ensino médio completo – cerca de 26% | R$ 2.794 |
| Espírito Santo | 2.990.490 | 53% | Ensino médio completo – 27,15% | R$ 2.249 |
| Sudeste | 66.329.375 | Maioria feminina | Predomínio do ensino médio completo | — |
*Rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população residente em 2025. O indicador é utilizado como contexto socioeconômico estadual e não representa a renda individual dos eleitores.
Fontes: Tribunal Superior Eleitoral, TRE-SP, TRE-MG, TRE-RJ, TRE-ES e PNAD Contínua/IBGE.
Sudeste segue decisivo para o resultado nacional
O retrato produzido pelos dados mostra uma região de grande diversidade econômica e territorial, mas com características eleitorais convergentes. As mulheres são maioria nos quatro estados, o ensino médio completo tornou-se o principal nível educacional do eleitorado e as faixas adultas e mais velhas possuem peso crescente.
O Sudeste também combina estados com níveis de renda distintos. São Paulo e Rio de Janeiro apresentam rendimentos domiciliares per capita significativamente superiores à média nacional; Minas Gerais está pouco acima da média; e o Espírito Santo aparece ligeiramente abaixo. Esses números reforçam que não existe um único “eleitor do Sudeste”, mas diferentes realidades econômicas e sociais dentro da região.
Do ponto de vista político-eleitoral, porém, o peso é inequívoco. Mais de quatro em cada dez brasileiros aptos a votar estão no Sudeste. Além disso, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro ocupam as três primeiras posições entre os maiores colégios eleitorais do país. Assim, movimentos relevantes de preferência eleitoral nesses estados têm potencial para produzir impacto significativo na disputa nacional de 2026.