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Polícia Civil prende técnico de comunicações por estupro de vulnerável contra a própria filha

A PCRR (Polícia Civil de Roraima) por meio da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) prendeu nesta terça-feira, dia 28, no bairro Doutor Silvio Botelho, o técnico de comunicações, J.S.M., de 26 anos, acusado de estupro de vulnerável contra a própria filha de oito anos. O crime ocorreu no dia 22 de abril deste ano, no caminho da escola da criança.

Segundo informações da delegada Kamilla Basto, o acusado levava a filha para a escola, rotineiramente. Durante o trajeto, o homem desviou a rota, indo em direção a um local afastado, onde praticou o crime contra a filha.

“Após desviar o trajeto, ele parou o veículo em uma área sem movimentação, travou as portas do carro, e ordenou em tom de voz agressivo, que ela fosse para o banco de trás e que tirasse a roupa da parte de baixo. Posteriormente, estuprou a própria filha”, disse a delegada.

Após o ato criminoso, o suspeito levou a vítima à escola e ameaçou que se caso revelasse a alguém sobre o que aconteceu, ela apanharia.

No entanto, segundo a delegada, a mãe da vítima percebeu uma mudança no comportamento da filha e, ao conversar com ela, a criança afirmou que o pai havia feito “coisas de adulto” e que não queria falar sobre o assunto. Após conquistar a confiança da filha, esta lhe confidenciou o que havia acontecido. O boletim de ocorrência foi registrado no dia 23 do corrente mês.

A mãe da criança é separada do acusado e a filha vai uma vez ao mês à casa do pai. Ela revelou à mãe que o pai já tinha tentado tocá-la em outras ocasiões e que tinha medo dele, mas que não contou antes devido às ameaças.

“A vítima relatou que, pouco antes do Natal de 2025, enquanto brincava com o irmão, foi chamada pelo pai para ir até o banheiro. No local, ele teria ordenado que a filha retirasse as roupas, despiu-se também, e praticou atos libidinosos com ela, afirmou.

Após a revelação da vítima, a mãe procurou a Delegacia para denunciar o caso. A vítima foi submetida a exames no IML (Instituto de Medicina Legal), onde foi constatada a violência.

A delegada representou pela prisão preventiva do acusado que foi deferida pela Justiça.

Ao ser preso, ele foi interrogado na Delegacia, mas ficou em silêncio.

Ele será apresentado nesta quarta-feira em audiência de custódia.

SECOM RORAIMA
Texto: Ascom/PCRR
Fotos: Ascom/PCRR

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