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ESPECIAL | ELEIÇÕES 2026 NA BAHIA – Seis projetos para governar o maior estado do Nordeste: quem são, de onde vêm e o que propõem os candidatos

Jerônimo Rodrigues tenta conquistar um segundo mandato e prolongar para 24 anos a sequência de governos liderados pelo PT na Bahia; ACM Neto volta à disputa quatro anos depois de perder o segundo turno por menos de cinco pontos percentuais; Ronaldo Mansur estreia como cabeça de chapa depois de duas candidaturas a vice-governador; Aroldo Félix transfere para a Bahia uma trajetória eleitoral iniciada em Sergipe; enquanto Ariel Capistrano e Maria Bona chegam à primeira eleição de suas vidas.

Reportagem especial | Atualizada em 6 de setembro de 2026

A Bahia, quarto maior colégio eleitoral do Brasil, com aproximadamente 11,3 milhões de eleitores, chega à campanha de 2026 com uma eleição marcada pela repetição do confronto que decidiu o governo quatro anos atrás. De um lado está o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Do outro, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Entre eles e além deles, quatro candidaturas tentam romper uma polarização que, até o início de setembro, concentra quase todas as intenções de voto.

Para esta reportagem, são consideradas seis candidaturas atualmente deferidas ou deferidas com recurso: ACM Neto, Jerônimo Rodrigues, Aroldo Félix, Ariel Capistrano, Maria Bona e Ronaldo Mansur. Há, entretanto, uma peculiaridade jurídica: a base do TSE também mantém o registro de José Estêvão (DC), que foi indeferido e recorre. O conflito decorre de duas convenções rivais realizadas pelo Democracia Cristã. O TRE-BA decidiu, por unanimidade, que Ariel Capistrano é o candidato da legenda, embora os recursos mantenham registros processuais paralelos no sistema eleitoral.


O retrato dos candidatos

CandidatoNascimentoNaturalidadePartido / nºViceExperiência políticaPatrimônio declarado em 2026
ACM Neto26/01/1979Salvador/BAUnião Brasil – 44Zé Cocá (PP)3 mandatos de deputado federal; 2 de prefeito de SalvadorR$ 84.888.809,63
Jerônimo Rodrigues03/04/1965Aiquara/BAPT – 13Geraldo Júnior (MDB)Secretário estadual; governador da BahiaR$ 886.548,53
Aroldo Félix16/12/1982João Pessoa/PBUP – 80Marília do MLB (UP)Professor universitário e dirigente sindical; sem mandatoR$ 857.485,32
Ariel Capistrano01/11/1986Feira de Santana/BADC – 27Zé Augusto (DC)Empresário; estreia eleitoralR$ 500.000,00
Maria Bona10/05/1953São Paulo/SPPCO – 29Zé Ricardo (PCO)Militante social; estreia eleitoralR$ 200.000,00
Ronaldo Mansur25/09/1979Alagoinhas/BAPSOL – 50Profª Meire Reis (PSOL)Dirigente partidário; três candidaturas anterioresR$ 91.397,22

Os dados pessoais, chapas e patrimônios correspondem às informações apresentadas à Justiça Eleitoral. Os valores patrimoniais são autodeclarados e não constituem avaliação independente ou valor de mercado atualizado dos bens.


ACM NETO

De deputado mais votado a prefeito de Salvador — e à segunda tentativa de governar a Bahia

Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto nasceu em Salvador em 26 de janeiro de 1979. Formado em Direito, declarou ao TSE a ocupação de empresário. É neto de Antônio Carlos Magalhães, ex-governador, ex-prefeito de Salvador e ex-presidente do Senado, uma das figuras mais influentes da política baiana do século XX.

Embora carregue um sobrenome historicamente associado ao chamado carlismo, ACM Neto construiu uma carreira eleitoral própria que já ultrapassa duas décadas.

Sua estreia ocorreu em 2002, quando, aos 23 anos, recebeu cerca de 400 mil votos e foi eleito deputado federal pelo PFL. Quatro anos depois, foi reeleito com mais de 436 mil votos.

Em 2008 tentou pela primeira vez comandar Salvador. Recebeu aproximadamente 346,9 mil votos, terminou em terceiro lugar e ficou fora do segundo turno.

Retornou à Câmara dos Deputados em 2010, eleito para um terceiro mandato com 328.450 votos.

A virada na carreira ocorreu em 2012. ACM terminou o primeiro turno da eleição municipal com 518.976 votos e venceu Nelson Pelegrino no segundo, com 717.865 votos — 53,51% dos válidos. Em 2016, ampliou significativamente a votação e foi reeleito prefeito em primeiro turno, com 982.246 votos, 73,99% dos válidos.

Em 2022, tentou pela primeira vez chegar ao Governo da Bahia. Recebeu 3.316.711 votos no primeiro turno, 40,80%, mas ficou atrás de Jerônimo na etapa seguinte: foram 4.007.023 votos, ou 47,21% dos válidos.

Quatro anos depois, os dois voltam a se enfrentar.

Linha do tempo eleitoral de ACM Neto

AnoCargoPartidoVotaçãoResultado
2002Deputado federalPFL400.275Eleito
2006Deputado federalPFL436.966Reeleito
2008Prefeito de SalvadorDEM346.881Não eleito
2010Deputado federalDEM328.450Eleito
2012 – 1º turnoPrefeito de SalvadorDEM518.976Foi ao 2º turno
2012 – 2º turnoPrefeito de SalvadorDEM717.865 – 53,51%Eleito
2016Prefeito de SalvadorDEM982.246 – 73,99%Reeleito
2022 – 1º turnoGovernadorUnião3.316.711 – 40,80%Foi ao 2º turno
2022 – 2º turnoGovernadorUnião4.007.023 – 47,21%Não eleito
2026GovernadorUniãoEm disputa

A série histórica consolidada do TSE registra cinco vitórias eleitorais anteriores — três para deputado federal e duas para prefeito.

Histórico partidário

A trajetória pode ser resumida como:

PFL → DEM → União Brasil

Mas existe uma particularidade importante. As mudanças não representam três rupturas partidárias convencionais. O PFL foi transformado em Democratas, e posteriormente o DEM se fundiu ao PSL para formar o União Brasil. ACM Neto participou diretamente da construção da nova legenda e hoje é vice-presidente nacional do União.

Patrimônio

ACM Neto declarou R$ 84.888.809,63, distribuídos em 44 bens. Aplicações financeiras respondem pela maior parcela da declaração, acompanhadas de participações societárias e imóveis. Entre os maiores itens aparecem um fundo imobiliário declarado por aproximadamente R$ 12 milhões, ações da TV Bahia por cerca de R$ 9,38 milhões e outras aplicações financeiras.

A evolução nominal das declarações chama atenção:

EleiçãoPatrimônio declarado
2006R$ 820.561,15
2008R$ 1.642.756,10
2010R$ 2.541.751,04
2012R$ 13.327.167,12
2016R$ 27.886.721,62
2022R$ 41.718.572,69
2026R$ 84.888.809,63

Os valores são nominais e não corrigidos pela inflação. A variação, portanto, não deve ser confundida automaticamente com aumento real de riqueza ou renda.


JERÔNIMO RODRIGUES

Do serviço público à Secretaria da Educação e, depois, ao governo estadual

Jerônimo Rodrigues Souza nasceu em Aiquara, em 3 de abril de 1965. Engenheiro agrônomo, professor universitário e servidor público estadual, teve longa trajetória na administração pública antes de disputar sua primeira eleição.

Atuou em funções relacionadas ao desenvolvimento rural e territorial, passou pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e ocupou secretarias no Governo da Bahia, entre elas a Secretaria de Desenvolvimento Rural e a Secretaria da Educação.

Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana, Jerônimo chegou a 2022 sem nunca ter ocupado cargo eletivo.

Foi justamente em sua estreia eleitoral que conquistou o maior cargo do Estado.

No primeiro turno de 2022, recebeu 4.019.830 votos, equivalentes a 49,45% dos válidos. Ficou a menos de um ponto percentual da vitória direta.

No segundo turno, alcançou 4.480.464 votos — 52,79%, derrotando ACM Neto.

Foi a primeira e, até 2026, única eleição disputada por Jerônimo.

Linha do tempo eleitoral de Jerônimo Rodrigues

AnoCargoPartidoVotaçãoResultado
2022 – 1º turnoGovernadorPT4.019.830 – 49,45%Foi ao 2º turno
2022 – 2º turnoGovernadorPT4.480.464 – 52,79%Eleito
2026GovernadorPTBusca a reeleição

Histórico partidário

A trajetória política de Jerônimo está vinculada ao Partido dos Trabalhadores. Em termos de candidaturas eleitorais:

PT → PT

Não há migração partidária em seu histórico de eleições.

Em 2026, novamente concorre com Geraldo Júnior (MDB) como vice. A coligação reúne PT, PCdoB e PV na Federação Brasil da Esperança, além de MDB, PSD, PSB, PDT e Avante.

Patrimônio

Jerônimo declarou R$ 886.548,53 em 2026, contra R$ 515.216,13 em 2022.

A declaração inicialmente apresentada neste ano era maior, mas a defesa comunicou erros materiais e solicitou retificação. Na versão corrigida, os principais valores estão em aplicações financeiras: R$ 450 mil em LCA, cerca de R$ 215,9 mil em fundo de renda fixa e 50% de uma casa em Feira de Santana declarada por R$ 100 mil.

EleiçãoPatrimônio declarado
2022R$ 515.216,13
2026R$ 886.548,53

AROLDO FÉLIX

Professor universitário leva à Bahia uma candidatura iniciada nas urnas sergipanas

Aroldo Félix de Azevedo Junior nasceu em João Pessoa, na Paraíba, em 16 de dezembro de 1982.

Professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), é engenheiro químico e dirigente sindical ligado ao Andes-SN. Também participou da construção da Unidade Popular e iniciou sua militância política no movimento estudantil, chegando a presidir o DCE da Universidade Federal de Campina Grande.

Sua estreia eleitoral, curiosamente, não ocorreu na Bahia.

Em 2022, Aroldo foi candidato ao Governo de Sergipe pela UP. Recebeu 1.044 votos, ou 0,14% dos válidos, terminando em sexto lugar.

Depois de passar a atuar profissional e politicamente na Bahia, tornou-se o candidato da Unidade Popular ao governo baiano em 2026.

Linha do tempo eleitoral de Aroldo Félix

AnoCargoEstadoPartidoVotaçãoResultado
2022GovernadorSergipeUP1.044 – 0,14%Não eleito
2026GovernadorBahiaUPEm disputa

Histórico partidário

Nas eleições:

UP → UP

Não há mudança partidária registrada.

Patrimônio

Aroldo declarou R$ 857.485,32. O patrimônio reúne um apartamento financiado em Salvador, declarado por cerca de R$ 589,8 mil; um veículo de aproximadamente R$ 122,7 mil; e um apartamento em Campina Grande avaliado em R$ 145 mil.

Em 2022, havia informado R$ 679.428,21.


ARIEL CAPISTRANO

Uma primeira candidatura nascida no centro de uma disputa interna do DC

Ariel da Silva Capistrano nasceu em Feira de Santana em 1º de novembro de 1986. Empresário, declarou ensino médio incompleto à Justiça Eleitoral e chega diretamente à disputa pelo governo sem candidaturas anteriores identificadas na série histórica do TSE.

A história de sua candidatura, porém, é uma das mais incomuns desta eleição.

Duas alas do Democracia Cristã realizaram convenções separadas. Uma lançou Ariel Capistrano, com Zé Augusto como vice. Outra apresentou José Estêvão, acompanhado de Neuzimar Camacam.

Os dois registros chegaram à Justiça Eleitoral.

O TRE-BA acabou decidindo, por unanimidade, pelo indeferimento de Estêvão e pelo reconhecimento da chapa de Ariel. Estêvão recorreu ao TSE. Por isso, no fechamento desta reportagem, Ariel aparece como “deferido em prazo recursal ou com recurso”, enquanto Estêvão permanece como “indeferido em prazo recursal ou com recurso”.

Linha do tempo eleitoral de Ariel Capistrano

AnoCargoPartidoVotaçãoResultado
2026GovernadorDCPrimeira candidatura; deferida com recurso

Histórico partidário

Como candidato:

Democracia Cristã – DC

Patrimônio

Ariel declarou R$ 500 mil, correspondentes a um terreno.


MARIA BONA

A única mulher na disputa estreia aos 73 anos

Maria Bona Carrara de Sumbuy nasceu em São Paulo em 10 de maio de 1953. Aposentada, possui ensino superior completo e é, aos 73 anos, a candidata mais velha da disputa.

Também é a única mulher como titular de uma chapa para o Governo da Bahia em 2026.

Embora nunca tivesse concorrido a um cargo eletivo, possui atuação política e social anterior, especialmente na região de Rio de Contas, na Chapada Diamantina. É candidata pelo Partido da Causa Operária, com Zé Ricardo como vice.

Linha do tempo eleitoral de Maria Bona

AnoCargoPartidoVotaçãoResultado
2026GovernadoraPCOPrimeira candidatura

Histórico partidário

Como candidata:

PCO

Patrimônio

Maria Bona declarou R$ 200 mil, correspondentes a um imóvel residencial.


RONALDO MANSUR

Duas vezes vice, candidato a deputado e agora cabeça de chapa

Ronaldo Mansur Santos Silva nasceu em Alagoinhas em 25 de setembro de 1979. É técnico em Meio Ambiente, estudante de Direito, militante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e atual dirigente do PSOL baiano.

Participou da fundação do partido na Bahia e já ocupou diferentes funções na direção estadual, incluindo secretaria-geral, tesouraria e presidência.

Sua primeira candidatura ocorreu em 2014, como vice-governador na chapa de Marcos Mendes. Como vice, não recebeu votação nominal independente; a chapa obteve 50.891 votos, 0,78% dos válidos.

Em 2018, Mansur tentou a Câmara dos Deputados. Recebeu 229 votos e não foi eleito.

Em 2022 voltou a ser candidato a vice-governador, desta vez ao lado de Kleber Rosa. A chapa alcançou 48.239 votos, 0,59%.

Agora, aos 47 anos, disputa pela primeira vez o governo como titular.

Linha do tempo eleitoral de Ronaldo Mansur

AnoCargoPartidoVotaçãoResultado
2014Vice-governadorPSOL50.891 votos da chapa – 0,78%Não eleito
2018Deputado federalPSOL229Não eleito
2022Vice-governadorPSOL48.239 votos da chapa – 0,59%Não eleito
2026GovernadorPSOLEm disputa

Histórico partidário

Há completa continuidade:

PSOL → PSOL → PSOL → PSOL

Patrimônio

Ronaldo Mansur declarou R$ 91.397,22 em 2026. O principal bem é uma residência em Salvador avaliada em R$ 60 mil, seguida por participação societária de R$ 30 mil e pequenos valores bancários.

A evolução nominal foi:

AnoPatrimônio
2014R$ 8.799,00
2018R$ 0,00
2022R$ 1.737,55
2026R$ 91.397,22

Os partidos ao longo da carreira

CandidatoTrajetória partidária eleitoral
ACM NetoPFL → DEM → União Brasil
Jerônimo RodriguesPT
Aroldo FélixUP
Ariel CapistranoDC
Maria BonaPCO
Ronaldo MansurPSOL

A Bahia apresenta, portanto, um quadro curioso. Dos seis candidatos considerados nesta reportagem, cinco não registram troca convencional de partido ao longo de suas candidaturas. Mesmo o caso de ACM Neto é marcado principalmente pelas transformações da própria organização partidária — PFL para DEM e, posteriormente, a criação do União Brasil.


Patrimônio: ACM Neto concentra a maior parte dos bens declarados

PosiçãoCandidatoPatrimônio em 2026
ACM NetoR$ 84.888.809,63
Jerônimo RodriguesR$ 886.548,53
Aroldo FélixR$ 857.485,32
Ariel CapistranoR$ 500.000,00
Maria BonaR$ 200.000,00
Ronaldo MansurR$ 91.397,22

O patrimônio declarado por ACM Neto é muito superior ao dos demais concorrentes somados. Mais uma vez, porém, isso deve ser interpretado pelo que efetivamente representa: bens e direitos informados pelo próprio candidato à Justiça Eleitoral, e não renda anual, patrimônio líquido auditado ou estimativa independente de fortuna.


O que propõem os seis candidatos

As diferenças se tornam mais claras quando a comparação deixa as biografias e entra nos planos de governo.

Quadro comparativo das propostas

CandidatoEducaçãoSaúdeSegurançaEconomia/socialMarca do programa
ACM NetoTempo integral; ensino técnico; IA no currículo; Provão Bahia; seleção técnica para diretoresFila única; novos hospitais regionais; Pix Saúde; Corujão; telemedicinaGovernadoria de Segurança; Muralha Digital; bloqueio em presídios; inteligência contra finanças do crimeDesenvolvimento regional pelo “DNA da Bahia”; emprego, qualificação, habitação e atração de investimentosMudança de gestão, tecnologia e forte prioridade à segurança
Jerônimo RodriguesUniversalizar tempo integral; alfabetização; recomposição; ampliar infraestruturaRegionalização; saúde digital; novas estruturas laboratoriais; BahiafarmaAmpliar Bahia pela Paz; inteligência; estrutura policial; redução da letalidadeContinuidade dos investimentos, desenvolvimento territorial, políticas sociais e infraestruturaContinuidade com ampliação dos programas do atual governo
Aroldo FélixPropõe destinar 10% do PIB estadual à educação e ampliar concursosFim de contratos privados na saúdeDesmilitarização policial e combate à violência contra mulheresDobrar salário mínimo; suspender dívida; reestatizações; reforma agráriaRuptura estrutural e maior presença estatal
Ariel CapistranoFormação profissional e ampliação da infraestruturaHospitais regionais, mais leitos e reorganização da regulaçãoTecnologia, ampliação de efetivos e integraçãoEmpreendedorismo, emprego jovem e interiorização do desenvolvimentoTerceira via de perfil empresarial e administrativo
Maria BonaEstatização e ampliação geral dos serviços públicosDefesa de saúde integralmente públicaDissolução das PMs no programa nacional do partidoSalário mínimo de R$ 7,5 mil; jornada de 35 horas; estatizações e reforma agráriaPrograma nacional do PCO de ruptura socialista
Ronaldo MansurUniversalização, gestão democrática e valorização profissionalFortalecimento do SUS e concursos; redução da terceirizaçãoDesmilitarização, câmeras corporais e prevenção socialSalário mínimo regional; economia solidária; Tarifa Zero; inclusão socialEsquerda democrática, participação popular e redistribuição

A síntese foi feita a partir dos documentos registrados pelas próprias candidaturas. Ela não representa análise de viabilidade fiscal ou jurídica. Algumas propostas — especialmente mudanças no salário mínimo nacional, dissolução ou desmilitarização constitucional das polícias, reformas trabalhistas ou alterações institucionais federais — não podem ser executadas unilateralmente por um governador e dependeriam de legislação ou decisões em outras esferas.


ACM NETO: segurança aparece como a porta de entrada do programa

O documento de ACM Neto é o mais extenso da disputa: possui cerca de 214 páginas e foi batizado de “Mudança com Segurança”.

A própria organização do texto sinaliza a prioridade. Segurança pública aparece antes de saúde e educação.

Entre as medidas estão criação de uma Governadoria de Segurança, sistema estadual integrado de comando e controle, bloqueio de comunicações em presídios, unidades de segurança máxima para lideranças criminosas, Muralha Digital com reconhecimento facial e monitoramento, drones, uma delegacia voltada ao combate a crimes corporativos e lavagem de dinheiro e ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher para funcionamento 24 horas.

Na saúde, destaca-se o Pix Saúde. O modelo permitiria que o Estado contratasse consultas, exames, tratamentos ou cirurgias na rede privada e filantrópica quando o serviço público não conseguisse atender o paciente dentro de determinado prazo.

O plano prevê implantação gradual e prioridade inicial para grandes filas, como cirurgias eletivas, oncologia e ortopedia. Há, entretanto, uma lacuna relevante para a análise eleitoral: o documento não apresenta estimativa global de custo nem define previamente o prazo máximo de espera que acionaria o programa.

Também aparecem fila única da saúde, novos hospitais regionais, telemedicina, atendimento noturno para exames, atenção oncológica regionalizada e centros de saúde mental e autismo.

Na educação, ACM propõe tempo integral, expansão do ensino profissional, inteligência artificial no currículo, conectividade universal e um “Provão Bahia”, sistema de avaliação durante o ensino médio que poderia servir de acesso às universidades estaduais.

A lógica política do programa é semelhante à adotada por outros ex-prefeitos que chegam à disputa estadual: usar a experiência de Salvador como credencial para defender uma mudança de gestão em escala baiana.


JERÔNIMO: fazer da continuidade um novo ciclo

Jerônimo possui uma situação oposta.

Não precisa convencer o eleitor apenas sobre aquilo que pretende fazer. Precisa defender aquilo que fez desde 2023 e explicar por que precisa de outros quatro anos.

Seu programa propõe universalizar o ensino de tempo integral em todas as escolas estaduais, ampliar infraestrutura, fortalecer políticas de alfabetização e transformar a recomposição das aprendizagens em política permanente da rede.

Na saúde, defende novo desenho de regionalização do SUS, revisão das regiões de saúde segundo vazios assistenciais e tempos de deslocamento e ampliação da saúde digital. Entre as propostas estão a Policlínica Digital Bahia, cinco novas unidades regionais de vigilância laboratorial e a reestruturação da Bahiafarma para ampliar a produção pública de medicamentos e insumos.

Na segurança, o plano pretende ampliar o Bahia pela Paz, melhorar estruturas policiais, integrar inteligência e videomonitoramento, fortalecer cooperação com municípios e ampliar ações de redução da letalidade policial.

Há, entretanto, um ponto jornalisticamente relevante na análise do documento. Levantamento da Folha de S.Paulo identificou pelo menos 29 compromissos retomados de programas petistas anteriores, equivalentes a aproximadamente um terço das propostas analisadas. Entre elas estão hospitais, policlínicas, pavimentação e projetos ferroviários prometidos em eleições passadas e ainda não integralmente concluídos.

Isso cria um dos principais critérios objetivos para o eleitor avaliar a candidatura: distinguir entre continuidade necessária de obras de longo prazo e repetição de promessas que ainda aguardam execução.


AROLDO FÉLIX: o programa mais claramente voltado à ruptura econômica

A Unidade Popular apresentou um programa resumido em 15 grandes pontos.

Aroldo propõe aumento de 100% do salário mínimo, suspensão do pagamento da dívida pública estadual, reestatização de empresas privatizadas, reforma agrária, reversão de privatizações em transportes e fim de contratos privados na saúde.

Na educação, o programa fala em destinar 10% do PIB baiano ao setor, realizar concursos públicos para serviços estaduais e equiparar os salários de governador e deputados estaduais aos vencimentos de professores da escola pública.

Na segurança, defende desmilitarização das polícias e políticas específicas de combate ao feminicídio.

Algumas dessas propostas dependeriam de decisões federais ou mudanças constitucionais. Por isso, devem ser lidas menos como medidas que um governador poderia adotar sozinho e mais como expressão do projeto político nacional defendido pela UP.

Entre os seis planos, é uma das alternativas de maior ruptura com o modelo econômico atualmente existente.


ARIEL CAPISTRANO: desenvolvimento, emprego e serviços regionalizados

O programa de Ariel Capistrano é muito mais enxuto. São 10 eixos e 33 diretrizes, concentrados em segurança, saúde, educação, infraestrutura, emprego, agricultura, assistência social e gestão.

Na saúde, o candidato defende construção e modernização de hospitais regionais, aumento do número de leitos e reorganização da regulação estadual para reduzir filas de consultas, exames e cirurgias.

Na educação, enfatiza ampliação da formação profissional.

Segurança é a área com maior número de diretrizes no documento, combinando tecnologia, ampliação de capacidade operacional e fortalecimento das forças estaduais.

Na economia, aparece um foco especialmente forte em empreendedorismo, preparação de jovens para o mercado de trabalho e interiorização do desenvolvimento.

Formalmente, é um dos planos menos detalhados da eleição. O documento tem aproximadamente 654 palavras, enquanto o de Jerônimo supera 15 mil e o de ACM Neto ultrapassa 80 mil. Tamanho, evidentemente, não significa qualidade ou capacidade de execução, mas indica diferenças relevantes no grau de detalhamento apresentado ao eleitor.


MARIA BONA: um programa nacional, não especificamente baiano

Há uma característica fundamental para compreender a candidatura de Maria Bona: o documento entregue ao TSE não foi elaborado especificamente para a Bahia.

O PCO registrou o mesmo programa para candidaturas a governador em diversos estados e também para sua candidatura presidencial. O arquivo possui sete páginas e funciona mais como manifesto político nacional do que como planejamento administrativo territorial.

Entre as propostas estão aumento emergencial de 50% dos salários, salário mínimo considerado “vital” de R$ 7.500, redução da jornada para 35 horas semanais, reversão das reformas trabalhista e previdenciária, estatização do sistema financeiro, cancelamento de privatizações e reforma agrária.

O texto também defende dissolução das polícias militares e mudanças profundas em instituições nacionais.

Grande parte dessas medidas está fora das competências constitucionais de um governo estadual. Assim, a candidatura de Maria Bona deve ser compreendida principalmente como instrumento eleitoral de divulgação do programa nacional do PCO, e não como um plano convencional de administração da Bahia para quatro anos.


RONALDO MANSUR: uma alternativa simultaneamente a PT e União Brasil

Ronaldo Mansur tenta ocupar um espaço diferente dentro da esquerda.

Seu programa afirma explicitamente que pretende apresentar uma alternativa tanto ao ciclo político historicamente associado ao carlismo quanto aos quase 20 anos de governos estaduais liderados pelo PT.

Na segurança, defende políticas sociais de prevenção, formação policial permanente em direitos humanos, câmeras corporais em operações de rua, fortalecimento das defensorias, investigação independente de mortes provocadas por agentes públicos e mudanças no modelo de militarização.

Na economia, propõe renegociação da dívida estadual, apoio ao fim da escala 6×1, criação de salário mínimo regional, incentivo à economia solidária e fortalecimento do mercado interno.

Na mobilidade aparece a defesa da Tarifa Zero.

Na saúde, o eixo central é o fortalecimento do SUS, concursos públicos e redução de terceirizações.

Na educação, o documento prioriza universalização, valorização dos profissionais, participação comunitária e democratização da gestão das escolas.

Ronaldo tenta, portanto, ocupar um espaço político delicado: posicionar-se à esquerda de Jerônimo sem permitir que o debate estadual seja inteiramente absorvido pelo confronto PT versus ACM Neto.


Educação: aparentemente todos concordam — até chegar aos detalhes

A educação é um bom exemplo de como o consenso retórico desaparece quando se observam os instrumentos.

Jerônimo quer universalizar o tempo integral e fortalecer alfabetização e recomposição da aprendizagem.

ACM Neto combina tempo integral, ensino técnico, inteligência artificial, avaliação de desempenho e acesso às universidades estaduais pelo Provão Bahia.

Aroldo Félix propõe uma expansão radical do financiamento estatal, chegando à defesa de 10% do PIB baiano para educação.

Ariel prioriza qualificação profissional e ligação com emprego.

Ronaldo Mansur enfatiza valorização profissional, universalização e gestão democrática.

Maria Bona insere a educação em um programa nacional de estatização e ampliação dos serviços públicos.

A palavra “educação”, portanto, aparece em todas as candidaturas. A concepção de política educacional não é a mesma.


Saúde: a fila da regulação está no centro da disputa

Talvez nenhum assunto demonstre melhor o confronto entre Jerônimo e ACM.

Jerônimo propõe ampliar a própria estrutura pública, regionalizar a rede, fortalecer policlínicas e hospitais e expandir a saúde digital.

ACM propõe reorganizar a regulação, construir hospitais e, simultaneamente, utilizar a capacidade privada e filantrópica por meio do Pix Saúde quando a rede pública não atender dentro do prazo.

Ronaldo quer fortalecer a estrutura exclusivamente pública e reduzir terceirizações.

Aroldo vai além e propõe acabar com contratos privados na saúde.

Ariel aposta em regionalização, novos hospitais e aumento de leitos.

Maria Bona enquadra a saúde dentro de uma defesa nacional de estatização.

Assim, todos identificam problemas de acesso, regulação e capacidade instalada. O ponto de divergência é fundamental: quanto da solução deve ser produzida diretamente pelo Estado e quanto pode ser contratado fora dele?


Segurança pública emerge como um dos grandes divisores da eleição

É justamente nessa área que as diferenças entre os projetos ficam mais evidentes.

ACM propõe aumentar a capacidade repressiva, tecnológica e de inteligência, com Muralha Digital, drones, bloqueio de comunicação em presídios, unidades de segurança máxima e investigação financeira das organizações criminosas.

Jerônimo mantém o foco em inteligência e fortalecimento policial, mas combina essas ações com o Bahia pela Paz, prevenção social, políticas de redução da letalidade policial e integração institucional.

Ronaldo Mansur defende mudança estrutural do modelo, com desmilitarização, direitos humanos, controle da atividade policial e políticas sociais de prevenção.

Aroldo também propõe desmilitarização.

Maria Bona defende a dissolução das PMs dentro do programa nacional do PCO.

Ariel procura um caminho mais convencional de reforço de efetivos, tecnologia e integração operacional.

É, provavelmente, a área em que o eleitor encontrará as diferenças ideológicas mais nítidas entre as seis candidaturas.


2022 volta às urnas quatro anos depois

Se a eleição baiana de 2026 parece familiar, é porque seus dois protagonistas já estiveram exatamente nessa posição.

Em 2022, Jerônimo iniciou a eleição como candidato que nunca havia concorrido a cargo eletivo.

ACM Neto chegou com três mandatos de deputado federal, oito anos de Prefeitura de Salvador e amplo conhecimento público.

No primeiro turno, Jerônimo surpreendeu ao alcançar 49,45%, contra 40,80% de ACM.

No segundo, a diferença diminuiu, mas permaneceu suficiente para definir a eleição:

CandidatoVotos no 2º turno de 2022Percentual
Jerônimo Rodrigues4.480.46452,79%
ACM Neto4.007.02347,21%
Diferença473.441 votos5,58 p.p.

A grande diferença é que, em 2026, Jerônimo não é mais uma incógnita administrativa. Ele tem quatro anos de governo que podem ser avaliados.

E ACM não é mais o candidato estreante numa corrida estadual. Já percorreu os 417 municípios durante duas campanhas e sabe exatamente onde perdeu e onde venceu quatro anos atrás.


Uma disputa com dimensão histórica: 20 anos de PT no Governo da Bahia

A eleição também possui um componente histórico.

O PT assumiu o Governo da Bahia com Jaques Wagner em 2007. Depois vieram o segundo mandato de Wagner, dois governos de Rui Costa e o primeiro mandato de Jerônimo Rodrigues.

Quando os eleitores forem às urnas em outubro de 2026, a Bahia terá completado praticamente 20 anos consecutivos sob governos liderados pelo PT.

Uma vitória de Jerônimo faria o ciclo alcançar 24 anos em 2030.

Uma vitória de ACM Neto representaria a primeira alternância de grupo político no Executivo estadual desde a derrota de Paulo Souto em 2006.

É essa dimensão que transforma a eleição em algo maior que um simples segundo encontro entre dois candidatos.

Para o PT, trata-se de provar que duas décadas de continuidade ainda encontram respaldo majoritário.

Para ACM, trata-se de convencer o eleitor de que chegou o momento da alternância.


O que dizem as pesquisas neste início de setembro

A pesquisa AtlasIntel/A Tarde, divulgada em 3 de setembro, encontrou um cenário extremamente apertado.

Na simulação que já substituía José Estêvão por Ariel Capistrano, o resultado foi:

CandidatoIntenção de voto
ACM Neto48,8%
Jerônimo Rodrigues47,5%
Ronaldo Mansur1,1%
Aroldo Félix0,1%
Ariel Capistrano0,0%
Branco/nulo1,6%
Não sabe0,9%

A diferença entre os dois primeiros é de 1,3 ponto percentual, inferior à margem de erro de dois pontos.

No cenário de segundo turno, a distância fica ainda menor:

ACM Neto, 49,2%; Jerônimo Rodrigues, 48,6%.

São apenas 0,6 ponto percentual de diferença, caracterizando empate técnico. O levantamento ouviu 1.804 eleitores entre 28 de agosto e 2 de setembro, possui margem de erro de dois pontos e nível de confiança de 95%. Pesquisa eleitoral é um retrato do período das entrevistas, e não uma previsão do resultado.


Uma diferença extraordinária de escala eleitoral

O histórico dos seis candidatos mostra uma eleição extremamente assimétrica.

ACM Neto já recebeu mais de quatro milhões de votos em uma única disputa.

Jerônimo já ultrapassou 4,48 milhões.

Ronaldo Mansur participou de três eleições, mas sua única candidatura individual, para deputado federal, terminou com 229 votos.

Aroldo Félix recebeu pouco mais de mil votos quando concorreu em Sergipe.

Ariel Capistrano e Maria Bona jamais tiveram seus nomes submetidos às urnas.

Ou seja, a Bahia possui seis candidaturas formalmente disponíveis, mas duas candidaturas com escala eleitoral incomparavelmente maior.

Isso explica por que as pesquisas apresentam percentuais próximos de 50% para ACM e Jerônimo e números muito pequenos para os demais.


Dois candidatos principais — mas seis concepções políticas

A concentração eleitoral não significa ausência de diversidade programática.

Jerônimo Rodrigues representa continuidade administrativa e política, com forte articulação entre Governo da Bahia e governo federal e ampliação de políticas implantadas ao longo das gestões petistas.

ACM Neto representa alternância, reorganização administrativa, protagonismo da segurança pública, gestão por resultados e maior utilização de parcerias e complementaridade com o setor privado.

Ronaldo Mansur tenta construir uma esquerda alternativa ao PT, mais crítica à política de segurança e às terceirizações.

Aroldo Félix apresenta um programa de transformação estrutural, estatizações e ampliação muito forte da presença do Estado.

Ariel Capistrano procura posicionar-se como alternativa administrativa voltada a empreendedorismo, qualificação e serviços regionalizados.

Maria Bona utiliza a eleição como espaço para apresentar o programa nacional socialista do PCO.

São, portanto, seis candidaturas — mas não seis versões do mesmo projeto.


A decisão de 4 de outubro

A eleição baiana de 2026 reúne uma combinação rara.

De um lado, há uma disputa extremamente apertada entre dois candidatos conhecidos.

Do outro, esses candidatos representam ciclos políticos que remontam muito além de suas próprias biografias.

Jerônimo Rodrigues pede ao eleitor que renove por mais quatro anos um projeto político que governa a Bahia desde 2007.

ACM Neto tenta, pela segunda vez, encerrar esse ciclo e finalmente transformar sua forte trajetória municipal e parlamentar em vitória estadual.

Ronaldo Mansur procura demonstrar que oposição ao atual governo não precisa significar adesão à candidatura de ACM.

Aroldo Félix disputa espaço para uma esquerda mais radical na economia e na organização do Estado.

Ariel Capistrano tenta emergir de uma turbulenta disputa partidária como alternativa eleitoral.

Maria Bona, única mulher na corrida, estreia aos 73 anos defendendo um programa nacional de ruptura com o modelo econômico.

Quando aproximadamente 11,3 milhões de baianos forem chamados às urnas, estarão escolhendo mais do que o governador para o período de 2027 a 2030.

Estarão decidindo se a Bahia mantém um ciclo político iniciado há duas décadas ou promove sua primeira grande alternância desde 2006 — e, ao mesmo tempo, medindo quanto espaço existe no estado para projetos que procuram romper a polarização entre PT e União Brasil.

Nota

Esta reportagem foi fechada em 6 de setembro de 2026, considerando dados eleitorais atualizados até o fechamento. Foram consultados registros do Tribunal Superior Eleitoral, Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, resultados históricos das eleições, dados institucionais de partidos e candidaturas, planos de governo registrados na Justiça Eleitoral e cobertura jornalística recente.

A situação do Democracia Cristã exige ressalva especial. O sistema do TSE ainda apresenta dois processos associados à disputa: Ariel Capistrano, cujo registro foi deferido mas está sob recurso, e José Estêvão, cujo registro foi indeferido e também se encontra em fase recursal. O TRE-BA reconheceu Ariel como candidato do partido. Uma decisão posterior de instância superior poderá modificar essa situação.

Os valores patrimoniais são os declarados pelos próprios candidatos. Comparações históricas utilizam valores nominais, sem correção monetária, salvo indicação diferente.

As votações atribuídas a candidatos que concorreram como vice-governador representam os votos recebidos pela respectiva chapa, já que o vice não recebe votação nominal independente.

As propostas são apresentadas como compromissos eleitorais, e não como políticas garantidas. Nos casos em que dependem de competência da União, emenda constitucional, legislação federal ou participação de outros Poderes, essa limitação foi destacada para evitar atribuir ao governador poderes que constitucionalmente não possui.

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