Lucas Ribeiro assumiu o governo em 2026 e, poucos meses depois, tenta permanecer no Palácio da Redenção; Cícero Lucena busca voltar ao comando do Estado mais de três décadas depois de ter sido governador; Efraim Filho transforma cinco vitórias consecutivas para o Congresso em sua primeira candidatura ao Executivo; Yuri Ezequiel leva a Unidade Popular à disputa; Pedro Coutinho tenta converter a experiência empresarial em alternativa política; e Camilo Duarte chega à sua sétima eleição defendendo o programa nacional do PCO.
Reportagem especial | Atualizada em 6 de setembro de 2026
A eleição para o Governo da Paraíba possui uma característica que a diferencia das demais disputas nordestinas de 2026. Há poucos meses, Lucas Ribeiro era vice-governador e candidato à sucessão de João Azevêdo. Com a saída do titular, Lucas assumiu o Palácio da Redenção e passou a disputar a eleição como governador candidato à reeleição.
Do outro lado estão dois adversários com trajetórias políticas muito mais longas: Cícero Lucena, ex-governador, ex-senador e prefeito de João Pessoa por diferentes períodos; e Efraim Filho, senador e ex-deputado federal por quatro mandatos.
Completam a disputa Yuri Ezequiel (UP), Pedro Coutinho (DC) e Camilo Duarte (PCO). São, portanto, seis candidatos registrados para governar a Paraíba entre 2027 e 2030.
O estado possui 3.247.397 eleitores aptos a votar, crescimento de pouco mais de 155 mil pessoas em relação a 2022. As mulheres representam 53% do eleitorado. A votação ocorrerá em 223 municípios e 68 zonas eleitorais.
O retrato dos seis candidatos
| Candidato | Nascimento / naturalidade | Partido | Vice | Experiência política principal | Patrimônio declarado |
|---|---|---|---|---|---|
| Lucas Ribeiro | 15/08/1989 — João Pessoa/PB* | PP – 11 | Lígia Feliciano | Vereador, vice-prefeito de Campina Grande, vice-governador e governador | R$ 741.354,91 ** |
| Efraim Filho | 18/03/1979 — João Pessoa/PB | PL – 22 | Nayana Pontes | Quatro mandatos de deputado federal e senador | R$ 1.682.784,38 |
| Cícero Lucena | 05/08/1957 — São José de Piranhas/PB | MDB – 15 | Diogo Cunha Lima | Vice-governador, governador, prefeito de João Pessoa e senador | R$ 2.517.809,94 |
| Yuri Ezequiel | 06/03/1994 — João Pessoa/PB | UP – 80 | Carminha Lourenço | Advogado e dirigente partidário; candidato a prefeito em 2024 | R$ 353,89 |
| Pedro Coutinho | 1976 — João Pessoa/PB | DC – 27 | Lenilda Pereira | Empresário e produtor rural; candidaturas proporcionais anteriores | R$ 502.200,00 |
| Camilo Duarte | 31/03/1983 — Caruaru/PE | PCO – 29 | Marcos Lima | Servidor federal; seis candidaturas anteriores | R$ 0,00 |
*O cadastro eleitoral de 2026 informa João Pessoa como naturalidade de Lucas Ribeiro. Sua trajetória política, entretanto, está profundamente ligada a Campina Grande, onde foi vereador, secretário municipal e vice-prefeito.
**Há divergência entre bases que capturaram versões diferentes da declaração patrimonial de Lucas. Uma versão inicial registrava R$ 385.621,65; a versão mais recente consultada, após atualização dos bens, totaliza R$ 741.354,91. Nesta reportagem, adotamos o valor mais recente sincronizado com os dados eleitorais.
LUCAS RIBEIRO
De vereador de Campina Grande a governador da Paraíba em menos de uma década
Lucas Ribeiro Novais de Araújo nasceu em 15 de agosto de 1989. Advogado, mestre em Desenvolvimento Regional e especialista em Indústria e Saúde 4.0, pertence a uma família com longa presença na política paraibana.
É filho da senadora Daniella Ribeiro e neto de Enivaldo Ribeiro, ex-prefeito de Campina Grande e ex-deputado federal.
Sua carreira eleitoral, porém, é relativamente curta.
Em 2016, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Campina Grande. Recebeu 2.877 votos. Apesar de aparecer originalmente como suplente em algumas bases consolidadas, acabou exercendo mandato de vereador entre 2017 e 2020.
Durante o período, também ocupou a Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Em 2020, foi candidato a vice-prefeito na chapa de Bruno Cunha Lima. A chapa venceu a eleição e Lucas passou a ocupar a vice-prefeitura em janeiro de 2021.
Dois anos depois ocorreu o salto para a política estadual. Foi escolhido para vice-governador na chapa de João Azevêdo. A dupla venceu a eleição de 2022 no segundo turno.
Com a saída de João Azevêdo do governo em 2026, Lucas assumiu o Palácio da Redenção e tornou-se governador. Agora tenta permanecer no cargo pelo voto direto.
Linha do tempo eleitoral de Lucas Ribeiro
| Ano | Cargo | Partido | Votação | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 2016 | Vereador de Campina Grande | PP | 2.877 | Suplente; posteriormente exerceu mandato |
| 2020 | Vice-prefeito de Campina Grande | PP | Votação da chapa | Eleito |
| 2022 | Vice-governador | PP | Votação da chapa | Eleito no 2º turno |
| 2026 | Governador | PP | — | Busca permanecer no cargo |
Histórico partidário
Nas candidaturas:
PP → PP → PP → PP
Lucas apresenta completa continuidade partidária.
Patrimônio
A declaração mais recente localizada soma R$ 741.354,91.
Entre os bens estão três apartamentos e aplicações financeiras. O maior imóvel foi informado por aproximadamente R$ 355,7 mil.
A evolução nominal registrada nas eleições é:
| Ano | Patrimônio declarado |
|---|---|
| 2016 | R$ 281.991,69 |
| 2020 | R$ 308.000,00 |
| 2022 | R$ 547.107,27 |
| 2026 | R$ 741.354,91 |
São valores nominais, sem correção pela inflação.
CÍCERO LUCENA
O candidato que já foi governador, senador e prefeito da capital
Poucos candidatos a governador no Brasil em 2026 possuem uma trajetória institucional tão ampla quanto Cícero de Lucena Filho.
Nascido em São José de Piranhas, em 5 de agosto de 1957, Cícero tem 69 anos. Sua trajetória política começou no início da década de 1990.
Em 1990, foi eleito vice-governador na chapa de Ronaldo Cunha Lima. A dupla recebeu 462.562 votos no primeiro turno e 704.375 no segundo.
Quando Ronaldo deixou o cargo em 1994 para disputar o Senado, Cícero assumiu o Governo da Paraíba. Assim, a eleição de 2026 representa a possibilidade de retornar ao principal cargo estadual mais de 32 anos depois de exercê-lo pela primeira vez.
Depois do governo, passou pela administração federal e, em 1996, disputou a Prefeitura de João Pessoa.
Recebeu 89.457 votos no primeiro turno e venceu o segundo com 115.937 votos, 55,36%.
Em 2000 foi reeleito em primeiro turno com 193.156 votos, 74,02%.
A carreira ganhou dimensão nacional em 2006, quando Cícero concorreu ao Senado pelo PSDB. Recebeu 803.600 votos, ou 48,25% dos válidos, derrotando Ney Suassuna.
Depois de oito anos no Senado, tentou voltar à Prefeitura de João Pessoa.
Em 2012 chegou ao segundo turno, mas perdeu a eleição.
O retorno ao Executivo municipal ocorreu em 2020. Cícero recebeu 75.610 votos no primeiro turno e venceu o segundo com 185.055 votos.
Em 2024, ampliou substancialmente o resultado: foram 205.122 votos no primeiro turno e 258.727 no segundo, equivalentes a 63,91% dos válidos.
Para disputar o governo em 2026, deixou a Prefeitura de João Pessoa.
Linha do tempo eleitoral de Cícero Lucena
| Ano | Cargo | Partido | Votação | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 1990 – 1º turno | Vice-governador | PMDB | 462.562 votos da chapa | Foi ao 2º turno |
| 1990 – 2º turno | Vice-governador | PMDB | 704.375 votos da chapa | Eleito |
| 1996 – 1º turno | Prefeito de João Pessoa | PMDB | 89.457 | Foi ao 2º turno |
| 1996 – 2º turno | Prefeito de João Pessoa | PMDB | 115.937 – 55,36% | Eleito |
| 2000 | Prefeito de João Pessoa | PMDB | 193.156 – 74,02% | Reeleito |
| 2006 | Senador | PSDB | 803.600 – 48,25% | Eleito |
| 2012 – 1º turno | Prefeito de João Pessoa | PSDB | 75.170 | Foi ao 2º turno |
| 2012 – 2º turno | Prefeito de João Pessoa | PSDB | 115.369 | Não eleito |
| 2020 – 1º turno | Prefeito de João Pessoa | PP | 75.610 | Foi ao 2º turno |
| 2020 – 2º turno | Prefeito de João Pessoa | PP | 185.055 – 53,16% | Eleito |
| 2024 – 1º turno | Prefeito de João Pessoa | PP | 205.122 – 49,16% | Foi ao 2º turno |
| 2024 – 2º turno | Prefeito de João Pessoa | PP | 258.727 – 63,91% | Reeleito |
| 2026 | Governador | MDB | — | Em disputa |
Histórico partidário
A trajetória passa por:
PMDB → PSDB → PP → MDB
Em 2026, Cícero retorna à legenda em que iniciou sua carreira eleitoral, hoje chamada MDB.
Seu candidato a vice é Diogo Cunha Lima (PSD).
Patrimônio
Cícero declarou R$ 2.517.809,94, distribuídos em 22 bens, o maior patrimônio da disputa paraibana.
EFRAIM FILHO
Cinco vitórias consecutivas e a primeira tentativa de comandar um Executivo
Efraim de Araújo Morais Filho nasceu em João Pessoa em 18 de março de 1979.
É advogado e filho do ex-senador Efraim Morais. Diferentemente de Lucas e Cícero, construiu praticamente toda a carreira no Poder Legislativo.
Sua estreia eleitoral aconteceu em 2006, quando concorreu à Câmara dos Deputados pelo PFL. Recebeu 147.335 votos e foi eleito.
Em 2010, já pelo DEM, obteve 87.014 votos e conquistou novo mandato.
Em 2014 recebeu 103.477 votos e voltou à Câmara.
Em 2018, mesmo com votação menor — 76.089 votos —, foi novamente eleito.
Ou seja: Efraim permaneceu 16 anos consecutivos como deputado federal.
Em 2012 houve uma tentativa de migrar para o Executivo. Foi candidato a vice-prefeito de João Pessoa na chapa do PSB, que recebeu 74.498 votos, mas não venceu.
A grande mudança ocorreu em 2022. Efraim deixou a Câmara para concorrer ao Senado pelo União Brasil. Recebeu 617.477 votos, aproximadamente 30,82%, e venceu a disputa.
Em 2026, abandona temporariamente um mandato de oito anos no Senado para tentar governar a Paraíba.
Linha do tempo eleitoral de Efraim Filho
| Ano | Cargo | Partido | Votação | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 2006 | Deputado federal | PFL | 147.335 | Eleito |
| 2010 | Deputado federal | DEM | 87.014 | Eleito |
| 2012 | Vice-prefeito de João Pessoa | PSB | 74.498 votos da chapa | Não eleito |
| 2014 | Deputado federal | DEM | 103.477 | Eleito |
| 2018 | Deputado federal | DEM | 76.089 | Eleito |
| 2022 | Senador | União Brasil | 617.477 | Eleito |
| 2026 | Governador | PL | — | Em disputa |
Entre os três principais candidatos, existe um contraste importante: Efraim nunca administrou uma prefeitura nem o Governo do Estado. Sua experiência eletiva é predominantemente parlamentar.
Histórico partidário
Nas eleições:
PFL → DEM → PSB → DEM → União Brasil → PL
A passagem pelo PSB ocorreu na candidatura a vice-prefeito de 2012.
Patrimônio
Efraim declarou R$ 1.682.784,38.
Entre os nove bens estão:
- apartamento em João Pessoa: cerca de R$ 536,3 mil;
- Toyota SW4 2025: R$ 456,3 mil;
- flat em Cabedelo: R$ 359,1 mil;
- aplicações financeiras;
- outra SW4;
- fazenda em Gurinhém.
Em 2022, quando foi eleito senador, havia declarado aproximadamente R$ 785,3 mil.
YURI EZEQUIEL
Aos 32 anos, o candidato mais jovem leva a UP à segunda grande eleição
Yuri Ezequiel de Lima Silva nasceu em João Pessoa em 6 de março de 1994.
Advogado e dirigente da Unidade Popular, participa de movimentos sociais e preside a organização municipal da legenda na capital.
É o mais jovem dos seis candidatos.
Sua primeira candidatura ocorreu há apenas dois anos.
Em 2024, disputou a Prefeitura de João Pessoa pela UP. Recebeu 2.237 votos, equivalentes a 0,54% dos válidos, terminando em quinto lugar.
Agora faz sua estreia numa eleição estadual.
Linha do tempo eleitoral
| Ano | Cargo | Partido | Votação | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 2024 | Prefeito de João Pessoa | UP | 2.237 – 0,54% | Não eleito |
| 2026 | Governador | UP | — | Em disputa |
Histórico partidário
UP → UP
A vice é Carminha Lourenço, também da Unidade Popular.
Patrimônio
Yuri declarou apenas R$ 353,89, referentes a saldo em caderneta de poupança.
Em 2024 havia declarado R$ 187,21.
PEDRO COUTINHO
Empresário tenta transformar experiência no setor produtivo em projeto político
Pedro Jorge Coutinho Guerra nasceu em João Pessoa e chega à eleição de 2026 aos 50 anos.
Empresário e produtor rural, possui atuação especialmente associada ao setor produtivo e a municípios da Região Metropolitana, Zona da Mata e Vale do Mamanguape.
A candidatura surgiu depois de uma alteração interna no Democracia Cristã. O partido trabalhava inicialmente com outro nome, mas em julho decidiu substituir a pré-candidatura e lançar Pedro ao governo.
Ele não é exatamente um estreante nas urnas.
Em 2000, participou como candidato a vice-prefeito de Capim pelo PFL. A chapa recebeu 976 votos e não venceu.
Depois registrou candidaturas a deputado estadual em 2018 e 2022, mas ambas aparecem nas bases históricas como candidaturas não aptas. Em 2022, o registro foi indeferido.
Linha do tempo eleitoral de Pedro Coutinho
| Ano | Cargo | Partido | Votação / situação | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 2000 | Vice-prefeito de Capim | PFL | 976 votos da chapa | Não eleito |
| 2018 | Deputado estadual | MDB | Candidatura não apta | — |
| 2022 | Deputado estadual | PMB | Registro indeferido | Não eleito |
| 2026 | Governador | DC | — | Em disputa |
Histórico partidário eleitoral
PFL → MDB → PMB → DC
Patrimônio
Pedro declarou R$ 502.200:
- apartamento em João Pessoa: R$ 415,2 mil;
- quotas societárias: R$ 49,5 mil;
- imóvel rural em Sapé: R$ 37,5 mil.
CAMILO DUARTE
Sete eleições, fidelidade ao PCO e uma candidatura estadual pela primeira vez
Camilo Sobreira Duarte Filho nasceu em Caruaru, Pernambuco, em 31 de março de 1983.
Servidor público federal, possui ensino superior completo e, entre os seis candidatos, é aquele que acumula o maior número de eleições anteriores sem ter exercido mandato.
Sua primeira candidatura registrada foi em 2004, para vereador de João Pessoa.
Em 2010 tentou a Câmara dos Deputados e recebeu 235 votos.
Em 2012 voltou à Câmara Municipal de João Pessoa, com 89 votos.
Dois anos depois concorreu novamente a deputado federal, chegando a 699 votos.
Em 2020 disputou pela primeira vez a Prefeitura de João Pessoa e recebeu 82 votos.
Em 2024 voltou à corrida municipal. Foram 213 votos, posteriormente publicados pela Justiça Eleitoral como votos anulados sob judice em razão da situação do registro naquela eleição.
Em 2026 seu registro para governador aparece deferido.
Linha do tempo eleitoral de Camilo Duarte
| Ano | Cargo | Partido | Votação | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 2004 | Vereador de João Pessoa | PCO | — | Não eleito |
| 2010 | Deputado federal | PCO | 235 | Não eleito |
| 2012 | Vereador de João Pessoa | PCO | 89 | Não eleito |
| 2014 | Deputado federal | PCO | 699 | Não eleito |
| 2020 | Prefeito de João Pessoa | PCO | 82 | Não eleito |
| 2024 | Prefeito de João Pessoa | PCO | 213* | Não eleito |
| 2026 | Governador | PCO | — | Em disputa |
*Votos publicados como anulados sob judice na totalização de 2024.
Histórico partidário
PCO em todas as candidaturas.
É o histórico de maior estabilidade partidária da disputa.
Patrimônio
Camilo declarou não possuir bens no registro eleitoral de 2026, totalizando R$ 0.
QUEM MUDOU MAIS DE PARTIDO?
| Candidato | Histórico partidário eleitoral |
|---|---|
| Lucas Ribeiro | PP |
| Cícero Lucena | PMDB → PSDB → PP → MDB |
| Efraim Filho | PFL → DEM → PSB → DEM → União Brasil → PL |
| Yuri Ezequiel | UP |
| Pedro Coutinho | PFL → MDB → PMB → DC |
| Camilo Duarte | PCO |
Lucas, Yuri e Camilo apresentam absoluta continuidade nas candidaturas. Efraim percorreu mais legendas, embora PFL e DEM representem fases sucessivas da mesma organização partidária.
PATRIMÔNIO DECLARADO
| Posição | Candidato | Patrimônio |
|---|---|---|
| 1º | Cícero Lucena | R$ 2.517.809,94 |
| 2º | Efraim Filho | R$ 1.682.784,38 |
| 3º | Lucas Ribeiro | R$ 741.354,91 |
| 4º | Pedro Coutinho | R$ 502.200,00 |
| 5º | Yuri Ezequiel | R$ 353,89 |
| 6º | Camilo Duarte | R$ 0,00 |
Considerando as versões mais recentes das declarações consultadas, os candidatos somam aproximadamente R$ 5,44 milhões em bens declarados.
O patrimônio de Cícero representa quase metade desse total.
A comparação deve ser feita com cautela: são valores declarados pelos próprios candidatos, não uma auditoria patrimonial nem necessariamente avaliações atuais de mercado.
O QUE PROPÕEM OS SEIS CANDIDATOS
Os planos de governo possuem dimensões muito diferentes.
O documento de Cícero Lucena é o mais extenso, com aproximadamente 17,8 mil palavras. O de Efraim possui cerca de 10,1 mil. Lucas apresentou aproximadamente 4,6 mil. Camilo, 2,5 mil; Pedro, cerca de 1,7 mil; e Yuri, 1,7 mil.
Extensão não significa qualidade ou viabilidade, mas mostra diferenças no grau de detalhamento formal apresentado à Justiça Eleitoral.
Quadro comparativo das principais propostas
| Candidato | Educação | Saúde | Segurança | Economia / infraestrutura | Marca predominante |
|---|---|---|---|---|---|
| Lucas Ribeiro | Ampliar tempo integral, educação profissional, conectividade e políticas de permanência | Saúde mental, novos CAPS, teleatendimento e regionalização | Integração, tecnologia e continuidade dos investimentos | Desenvolvimento regional, infraestrutura, inovação e economia sustentável | Continuidade com renovação geracional |
| Efraim Filho | Ensino técnico, alfabetização e formação ligada ao mercado | Regionalização, redução de filas e maior capacidade hospitalar | Endurecimento contra crime organizado, inteligência e valorização policial | Infraestrutura, agronegócio, ambiente de negócios e redução da burocracia | Mudança liberal-conservadora com foco em segurança e economia |
| Cícero Lucena | Plano de carreira, auxílio financeiro estudantil e passe livre | 16 policlínicas regionais; SAMU aéreo; concluir hospitais | Melhor remuneração policial, tecnologia e reorganização penitenciária | Municipalismo, desenvolvimento regional e infraestrutura | Experiência executiva e descentralização dos serviços |
| Yuri Ezequiel | Expansão do ensino público e valorização dos trabalhadores | Fortalecimento integral do SUS público | Controle da atividade policial e prevenção social | Empresas públicas, reforma agrária, emprego e economia popular | Estado forte e ruptura com as oligarquias |
| Pedro Coutinho | Formação profissional e aproximação com economia regional | Regionalização e melhoria da gestão | Segurança como um dos eixos prioritários | Emprego, empreendedorismo, setor produtivo e valorização dos municípios | Alternativa empresarial e desenvolvimentista |
| Camilo Duarte | Diretrizes nacionais de ampliação dos serviços públicos | Estatização e expansão pública | Mudança estrutural no modelo policial | Estatizações, reforma agrária e mudanças trabalhistas | Programa nacional socialista do PCO |
LUCAS RIBEIRO: CONTINUAR O CICLO SEM SER JOÃO AZEVÊDO
Esse é talvez o principal desafio político da candidatura governista.
Lucas precisa defender a continuidade de uma administração da qual fez parte desde 2023, mas, simultaneamente, construir uma identidade própria.
Seu programa é estruturado em sete grandes eixos, envolvendo segurança, desenvolvimento humano, economia, infraestrutura, direitos, gestão pública e desenvolvimento regional.
Na saúde, promete fortalecer a rede de atenção psicossocial, ampliar CAPS III e CAPS AD, integrar saúde mental à atenção primária e implantar ou expandir teleatendimento.
Educação aparece associada a tempo integral, formação profissional, inovação e políticas de permanência dos estudantes.
Na economia, a candidatura procura preservar a estratégia de atração de investimentos, expansão da infraestrutura e desenvolvimento regional adotada nos últimos anos.
A narrativa é clara:
Lucas não se apresenta como ruptura com João Azevêdo. Apresenta-se como continuidade com uma nova geração no comando.
CÍCERO: DESCENTRALIZAÇÃO E EXPERIÊNCIA EXECUTIVA
Cícero apresenta o plano formalmente mais detalhado.
Na saúde, uma das principais promessas é implantar 16 policlínicas regionais, ampliando o atendimento especializado fora dos grandes centros.
Também pretende estabelecer bases de SAMU Aéreo em João Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa e concluir hospitais em diferentes regiões.
Na educação, propõe plano de cargos e carreira, auxílio financeiro aos estudantes inspirado no Pé-de-Meia e passe livre universal para estudantes da rede pública e do ensino superior.
Na segurança, promete transformar a Polícia Militar da Paraíba na mais bem remunerada do Nordeste, além de concluir e estruturar o Complexo Penitenciário de Gurinhém para permitir a desativação do Presídio do Roger.
A candidatura utiliza como principal argumento a própria biografia.
Cícero já administrou o Estado, administrou a capital em diferentes décadas e passou pelo Senado.
A mensagem implícita é:
não precisa aprender a governar — precisa convencer que sua experiência ainda oferece respostas para a Paraíba de 2026.
EFRAIM: SEGURANÇA, INFRAESTRUTURA E UM “NOVO TEMPO”
O programa de Efraim foi batizado de “Um Novo Tempo para a Paraíba”.
O documento procura associar crescimento econômico, infraestrutura, segurança pública, serviços regionalizados e redução da burocracia.
Na economia, Efraim enfatiza ambiente de negócios, empreendedorismo, agronegócio, infraestrutura logística e parceria com o setor privado.
Na educação, aparece forte associação entre formação profissional e mercado de trabalho.
A segurança ocupa espaço central na identidade política da candidatura, com defesa de inteligência, valorização profissional e maior capacidade de enfrentamento ao crime organizado.
Na saúde, regionalização e redução das filas aparecem entre as prioridades.
A particularidade política está no perfil:
Efraim possui enorme experiência legislativa, mas nunca administrou diretamente um grande Executivo.
A eleição de 2026 é justamente a tentativa de converter quase duas décadas de Congresso em credencial administrativa.
YURI: “PARAÍBA PARA QUEM TRABALHA”
O programa da Unidade Popular chama-se “Paraíba para quem trabalha”.
O diagnóstico inicial é explicitamente crítico ao modelo econômico estadual: o documento fala em concentração de riqueza, domínio histórico de oligarquias, privatização e dependência de grandes grupos econômicos.
A partir daí, a candidatura propõe ampliar o papel direto do Estado.
Entre os eixos estão:
- fortalecimento integral da saúde e educação públicas;
- geração direta de empregos;
- apoio à economia popular;
- reforma agrária;
- políticas habitacionais;
- maior presença de empresas públicas;
- valorização dos trabalhadores do serviço público.
A candidatura procura posicionar-se como oposição tanto ao governo quanto às duas principais forças de oposição.
PEDRO COUTINHO: ECONOMIA E SEGURANÇA COMO PORTA DE ENTRADA
Pedro chega à disputa procurando construir uma identidade em torno de dois temas: desenvolvimento econômico e segurança pública.
Desde o lançamento da candidatura, afirma que pretende deslocar a campanha da disputa tradicional entre grupos políticos e concentrar-se em emprego, fortalecimento do setor produtivo, empreendedorismo e valorização dos municípios.
Seu plano foi apresentado posteriormente ao registro inicial — a ausência do documento chegou a gerar intimação do TRE-PB — e a candidatura regularizou a documentação.
Na comparação com Lucas, Cícero e Efraim, entretanto, o programa é significativamente mais curto e possui menor grau de detalhamento administrativo.
CAMILO DUARTE: O PROGRAMA NACIONAL DO PCO
O plano registrado por Camilo não é especificamente construído para a Paraíba.
O mesmo documento foi apresentado por candidatos do PCO a governador em diversos estados e pelo próprio candidato presidencial da legenda.
Trata-se muito mais de um manifesto político nacional que de um planejamento administrativo do estado.
Entre as diretrizes estão:
- estatizações;
- ampliação da presença direta do Estado;
- reforma agrária;
- mudanças trabalhistas;
- alterações estruturais no sistema financeiro;
- transformação profunda do modelo de segurança.
Diversas medidas dependem da União, do Congresso Nacional ou de mudanças constitucionais e não poderiam ser implantadas exclusivamente por um governador.
TRÊS CANDIDATOS, TRÊS TIPOS DE PODER POLÍTICO
A disputa principal reúne três candidatos com fontes de força completamente diferentes.
Lucas Ribeiro possui a máquina e a visibilidade de quem governa o Estado.
Efraim Filho chega apoiado numa carreira parlamentar de cinco vitórias consecutivas — quatro para deputado federal e uma para senador.
Cícero Lucena possui a experiência mais completa: já governou a Paraíba, administrou João Pessoa em diferentes épocas e representou o estado no Senado.
É uma disputa rara entre:
o governador atual,
o senador atual
e um ex-governador e ex-senador.
CAMPINA GRANDE, JOÃO PESSOA E A INTERIORIZAÇÃO DO VOTO
Existe também um componente territorial forte.
Lucas nasceu em João Pessoa, segundo o registro eleitoral, mas construiu sua carreira em Campina Grande.
Cícero construiu sua principal base em João Pessoa.
Efraim apresenta uma característica diferente: como deputado federal e senador, possui votação espalhada pelos 223 municípios.
Na eleição de 2022 para o Senado, seus maiores resultados absolutos ocorreram em João Pessoa e Campina Grande, mas sua votação também se distribuiu pelo interior.
Isso transforma a eleição numa disputa de capilaridade.
Lucas precisa converter governo em voto.
Cícero precisa estadualizar a força demonstrada na capital.
Efraim precisa converter sua rede parlamentar e municipal em votos para um cargo Executivo.
O QUE MOSTRAM AS PESQUISAS DE SETEMBRO
A pesquisa AtlasIntel, realizada entre 28 de agosto e 2 de setembro e divulgada no início deste mês, coloca Lucas Ribeiro na liderança:
| Candidato | Intenção de voto |
|---|---|
| Lucas Ribeiro | 42,4% |
| Efraim Filho | 30,9% |
| Cícero Lucena | 19,8% |
| Yuri Ezequiel | 0,5% |
| Camilo Duarte | 0,4% |
| Pedro Coutinho | 0,3% |
| Branco/nulo | 3,8% |
| Não sabe | 1,9% |
Foram entrevistados 1.207 eleitores, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O levantamento registra uma diferença de 11,5 pontos percentuais entre Lucas e Efraim.
Cícero aparece em terceiro lugar, a 11,1 pontos de Efraim.
Os três candidatos de menor pontuação permanecem abaixo de 1%.
E NO SEGUNDO TURNO?
A mesma pesquisa simulou três confrontos.
Lucas Ribeiro x Efraim Filho
Lucas — 47,5%
Efraim — 40,4%
Lucas Ribeiro x Cícero Lucena
Lucas — 45,6%
Cícero — 29,6%
Cícero Lucena x Efraim Filho
Cícero — 39,5%
Efraim — 36,0%
Neste último cenário, a diferença de 3,5 pontos fica muito próxima do intervalo estatístico considerando a margem de erro de três pontos.
Pesquisa eleitoral é retrato do período das entrevistas e não previsão do resultado de outubro.
A SUCESSÃO QUE VIROU REELEIÇÃO
Há poucos meses, a eleição seria descrita como uma disputa pela sucessão de João Azevêdo.
A posse de Lucas mudou completamente essa lógica.
O candidato governista passou a dispor da visibilidade institucional do cargo, mas também passou a responder diretamente pela administração estadual.
Isso cria uma situação eleitoral curiosa.
Lucas pode reivindicar as realizações do ciclo governista do qual fez parte como vice.
Ao mesmo tempo, precisa mostrar resultados de sua própria passagem pelo comando estadual.
A eleição deixou de ser simplesmente:
“quem sucederá João Azevêdo?”
E tornou-se:
“Lucas permanecerá governador ou a Paraíba escolherá uma nova liderança?”
CÍCERO TENTA FAZER UM RETORNO HISTÓRICO
A candidatura de Cícero possui outro elemento incomum.
Ele assumiu o Governo da Paraíba em 1994.
Se vencer em 2026, tomará posse novamente em janeiro de 2027.
Seriam mais de 32 anos entre suas duas passagens pelo comando estadual.
Poucos políticos brasileiros conseguiram permanecer competitivos durante intervalo tão longo.
Nesse período, Cícero:
foi governador,
foi ministro/secretário federal,
foi prefeito,
foi senador,
perdeu eleição municipal,
voltou à prefeitura,
foi reeleito
e agora retorna à disputa estadual.
Sua idade eleitoral contrasta diretamente com Lucas, que fez sua primeira campanha apenas em 2016.
EFRAIM CARREGA UMA ESTATÍSTICA IMPRESSIONANTE
Efraim possui outro dado que merece destaque.
Nas cinco eleições em que disputou diretamente vagas para o Congresso:
2006 — eleito deputado federal
2010 — eleito deputado federal
2014 — eleito deputado federal
2018 — eleito deputado federal
2022 — eleito senador
Foram cinco eleições consecutivas e cinco vitórias.
A única derrota anterior ocorreu quando integrou, como vice, uma chapa municipal em João Pessoa.
O desafio de 2026 é provar que uma carreira legislativa extremamente bem-sucedida pode produzir também uma vitória para o Executivo.
UMA DIFERENÇA ENORME DE ESCALA ELEITORAL
Os seis candidatos chegam à campanha com históricos quase incomparáveis.
Efraim recebeu 617.477 votos para senador.
Cícero recebeu 258.727 votos apenas em João Pessoa no segundo turno de 2024 e já recebeu mais de 803 mil para o Senado.
Lucas não possui votação nominal comparável porque suas duas últimas vitórias ocorreram como vice, mas chega à eleição no comando do Estado.
Yuri teve 2.237 votos em 2024.
Camilo teve 213.
Pedro não possui votação individual competitiva registrada em eleição anterior.
Isso ajuda a explicar por que as pesquisas mostram três candidatos concentrando praticamente todo o eleitorado decidido.
EDUCAÇÃO: O ENSINO PROFISSIONAL COMO PONTO DE CONVERGÊNCIA
Há diferenças programáticas, mas também alguns consensos.
Na educação, Lucas, Efraim e Cícero convergem na necessidade de ampliar a relação entre escola, tecnologia e qualificação profissional.
Lucas associa ensino integral, profissionalização e inovação.
Efraim enfatiza formação conectada ao mercado de trabalho.
Cícero acrescenta passe livre, apoio financeiro aos estudantes e valorização dos profissionais.
Yuri desloca o debate para expansão do financiamento e fortalecimento da escola pública.
Pedro enfatiza qualificação profissional.
Camilo insere a educação numa proposta nacional de ampliação estatal.
A divergência, portanto, não é sobre a importância da educação.
É sobre qual modelo de escola deve receber prioridade e como financiá-lo.
SAÚDE: REGIONALIZAR É QUASE CONSENSO
Na saúde, a convergência é ainda maior.
Cícero quer 16 policlínicas.
Lucas pretende ampliar a regionalização e integrar serviços.
Efraim também propõe descentralizar atendimento e reduzir filas.
Pedro segue a mesma direção.
Yuri e Camilo diferem principalmente na forma de gestão, defendendo protagonismo ainda maior do serviço público direto.
Em um estado dividido entre litoral, Agreste, Borborema e Sertão, a eleição revela uma conclusão comum:
o cidadão do interior não deveria precisar viajar para João Pessoa ou Campina Grande para conseguir toda consulta, exame ou procedimento especializado.
SEGURANÇA: ONDE AS DIFERENÇAS APARECEM COM MAIS FORÇA
Efraim procura fazer da segurança uma marca eleitoral.
Cícero promete valorização salarial das forças policiais, tecnologia e mudanças penitenciárias.
Lucas defende integração, inteligência e continuidade dos investimentos existentes.
Pedro também coloca segurança entre seus principais eixos.
Yuri associa segurança a políticas sociais, direitos e controle da atividade policial.
Camilo apresenta a posição mais radical, defendendo transformação estrutural do atual modelo policial.
A pergunta deixa de ser simplesmente “quem vai investir mais em segurança?” e passa a ser:
qual combinação de policiamento, tecnologia, inteligência, política social e sistema penitenciário deve ser adotada?
SEIS CANDIDATOS, QUATRO CONCEPÇÕES PRINCIPAIS
Retirados slogans e alianças, os projetos podem ser agrupados em quatro grandes modelos.
Lucas Ribeiro representa a continuidade do ciclo político iniciado com João Azevêdo, agora sob uma liderança mais jovem.
Cícero Lucena representa experiência administrativa, municipalismo e retorno de uma liderança histórica ao debate estadual.
Efraim Filho apresenta uma alternativa de centro-direita e direita baseada em segurança, atividade econômica, setor privado e experiência parlamentar.
Yuri Ezequiel, Camilo Duarte e, em menor grau programático, Pedro Coutinho tentam romper a concentração nos três principais candidatos — embora partam de concepções ideológicas muito diferentes entre si.
Yuri propõe um Estado mais presente e uma agenda popular.
Camilo apresenta o programa socialista nacional do PCO.
Pedro procura um espaço empresarial e desenvolvimentista fora das estruturas dos três líderes.
A DECISÃO DE 4 DE OUTUBRO
Em 4 de outubro, mais de 3,2 milhões de paraibanos poderão escolher entre seis candidaturas.
Lucas Ribeiro tentará transformar uma ascensão política extremamente rápida em mandato próprio de governador.
Cícero Lucena buscará algo raro na política brasileira: voltar ao Palácio da Redenção mais de três décadas depois de tê-lo comandado.
Efraim Filho tentará converter cinco vitórias consecutivas no Congresso em sua primeira vitória para um cargo executivo.
Yuri Ezequiel buscará ampliar os 2.237 votos conquistados em sua estreia eleitoral e apresentar uma esquerda alternativa ao bloco governista.
Pedro Coutinho tentará transformar a experiência empresarial em reconhecimento eleitoral.
Camilo Duarte levará às urnas pela sétima vez o projeto do PCO.
Mas o eleitor também estará decidindo algo maior.
A Paraíba mantém o ciclo político atual, agora comandado diretamente por Lucas Ribeiro?
Resgata a experiência de Cícero Lucena, uma liderança formada politicamente ainda no século passado?
Ou entrega pela primeira vez o Executivo a Efraim Filho, cuja carreira até agora foi construída quase inteiramente dentro do Parlamento?
As pesquisas de setembro oferecem uma fotografia inicial.
As urnas de outubro dirão se a disputa permanecerá organizada dessa forma — ou se a campanha ainda será capaz de alterar significativamente o equilíbrio entre continuidade, experiência e mudança.
Nota
Esta reportagem foi fechada em 6 de setembro de 2026.
Foram consultados registros do Tribunal Superior Eleitoral, Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, Senado Federal, resultados oficiais de eleições anteriores, declarações patrimoniais e documentos dos planos de governo.
A lista considera os seis candidatos atualmente apresentados na disputa: Lucas Ribeiro, Efraim Filho, Cícero Lucena, Yuri Ezequiel, Pedro Coutinho e Camilo Duarte. Situações processuais de registro podem continuar recebendo atualizações da Justiça Eleitoral até o pleito.
Há divergência entre versões da declaração patrimonial de Lucas Ribeiro capturadas por diferentes bases. A reportagem utiliza a versão mais recente encontrada, de R$ 741.354,91, registrando a existência de versão anterior para garantir transparência.
No caso de Cícero Lucena, o exercício do Governo da Paraíba em 1994 ocorreu por sucessão constitucional: ele havia sido eleito vice-governador em 1990 e assumiu o cargo quando Ronaldo Cunha Lima deixou o Executivo. Portanto, Cícero já governou o Estado, mas nunca havia sido eleito diretamente como titular para governador.
As votações de candidatos que participaram como vice-governador ou vice-prefeito correspondem aos votos recebidos pela chapa, pois não existe votação nominal independente para o vice.
Os valores de patrimônio são autodeclarados pelos candidatos e não constituem auditoria ou avaliação de mercado.
Os programas de governo são tratados como compromissos eleitorais, e sua inclusão nesta reportagem não pressupõe viabilidade financeira, jurídica ou operacional.