Fábio Mitidieri tenta conquistar mais quatro anos à frente do Estado; Valmir de Francisquinho retorna à disputa depois do episódio jurídico que anulou seus votos em 2022; Ricardo Marques tenta transformar a experiência de vereador e vice-prefeito de Aracaju em projeção estadual; Emanuel Cacho volta às urnas depois de mais de uma década; enquanto Dr. Helton e Taty Cristina fazem suas primeiras disputas eleitorais.
Reportagem especial | Atualizada em 6 de setembro de 2026
Sergipe chega à reta decisiva das eleições de 2026 com seis nomes registrados para disputar o Governo do Estado: Fábio Mitidieri (PSD), Valmir de Francisquinho (Republicanos), Ricardo Marques (PL), Emanuel Cacho (PSDB), Dr. Helton (PSOL) e Taty Cristina de Jesus (DC). O primeiro turno será realizado em 4 de outubro e, se nenhum candidato alcançar mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro. O estado possui aproximadamente 1,74 milhão de eleitores.
Dos seis, somente Fábio e Valmir já estiveram na disputa pelo governo em 2022. Fábio venceu aquela eleição e busca agora a reeleição. Valmir teve seu registro indeferido naquele pleito e os votos recebidos foram considerados nulos pela Justiça Eleitoral. Ricardo Marques chega ao pleito como vice-prefeito de Aracaju. Emanuel Cacho possui uma trajetória eleitoral que remonta a 2006. Dr. Helton e Taty Cristina entram em uma eleição pela primeira vez.
A campanha também apresenta uma situação jurídica ainda em movimento. Em 4 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe indeferiu o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários da Federação PSOL/Rede, à qual pertence Dr. Helton, porque a Rede Sustentabilidade permanecia com anotação de suspensão no sistema partidário. A federação anunciou recurso ao TSE. Na manhã de 6 de setembro, o pedido individual de Helton ainda aparecia como “aguardando julgamento” na base sincronizada com o TSE.
Já o Democracia Cristã, partido de Taty Cristina, conseguiu reverter no TRE-SE decisão anterior contra seu DRAP. O tribunal reconheceu a regularidade da convenção do partido, permitindo a continuidade da participação da legenda no processo eleitoral.
O retrato dos seis nomes registrados
| Candidato | Nascimento | Naturalidade | Partido | Vice | Principal experiência política | Patrimônio declarado |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Fábio Mitidieri | 24/02/1977 | Aracaju/SE | PSD – 55 | Jeferson Andrade | Vereador, deputado federal por dois mandatos e governador | R$ 1.698.945,66 |
| Valmir de Francisquinho | 03/12/1968 | Itabaiana/SE | Republicanos – 10 | Priscila Felizola | Cinco mandatos de vereador e três eleições para prefeito de Itabaiana | R$ 258.000,00 |
| Ricardo Marques | 16/05/1969 | Aracaju/SE | PL – 22 | Érico Menezes | Vereador e atual vice-prefeito de Aracaju | R$ 0,00 |
| Emanuel Cacho | 20/12/1959 | Aracaju/SE | PSDB – 45 | Suely Barreto | Ex-secretário estadual de Justiça; suplente de senador | R$ 600.000,00 |
| Dr. Helton | 18/02/1976 | Santos/SP | PSOL – 50 | Izaltina Quilombola | Médico, dirigente sindical e conselheiro estadual de Saúde | R$ 47.000,00 |
| Taty Cristina de Jesus | 29/06/1982 | Aracaju/SE | DC – 27 | Simeão Barbosa | Empresária; estreia eleitoral | R$ 108.000,00 |
Os seis candidatos declararam, conjuntamente, cerca de R$ 2,71 milhões em patrimônio. Fábio concentra sozinho mais de 60% desse total, enquanto Ricardo Marques não declarou bens à Justiça Eleitoral.
FÁBIO MITIDIERI
Do mandato de vereador ao Palácio: o governador que tenta permanecer no cargo
Fábio Cruz Mitidieri nasceu em Aracaju em 24 de fevereiro de 1977. Formado em Administração, é filho do ex-deputado estadual Luiz Mitidieri e construiu uma carreira política que passou pelo Legislativo municipal, secretarias de governo, Câmara dos Deputados e Executivo estadual. A Câmara dos Deputados registra sua naturalidade, formação e os dois mandatos federais exercidos entre 2015 e 2023.
Sua estreia eleitoral aconteceu em 2008, pelo PDT. Recebeu 4.515 votos e foi eleito vereador de Aracaju.
Dois anos depois registrou candidatura a deputado estadual, também pelo PDT, mas renunciou antes da disputa ser concluída, não havendo votação válida computada.
Em 2012 tentou renovar o mandato de vereador, já pelo recém-criado PSD. Obteve 3.518 votos, ficando na suplência.
A carreira ganhou dimensão estadual em 2014. Mitidieri recebeu 83.401 votos e conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados. Quatro anos depois foi reeleito com 102.899 votos.
Em 2022 deu o passo seguinte. Disputou pela primeira vez o Governo de Sergipe e terminou o primeiro turno com 294.936 votos, equivalentes a 38,91%, avançando para a etapa final. No segundo turno derrotou Rogério Carvalho e chegou a 623.851 votos, ou 51,70% dos válidos.
É nesse cargo que chega às urnas em 2026.
Linha do tempo eleitoral de Fábio Mitidieri
| Ano | Cargo | Partido | Votação | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 2008 | Vereador de Aracaju | PDT | 4.515 | Eleito |
| 2010 | Deputado estadual | PDT | — | Renúncia; sem votação computada |
| 2012 | Vereador de Aracaju | PSD | 3.518 | Suplente |
| 2014 | Deputado federal | PSD | 83.401 | Eleito |
| 2018 | Deputado federal | PSD | 102.899 | Reeleito |
| 2022 – 1º turno | Governador | PSD | 294.936 – 38,91% | Foi ao 2º turno |
| 2022 – 2º turno | Governador | PSD | 623.851 – 51,70% | Eleito |
| 2026 | Governador | PSD | — | Busca a reeleição |
O caminho partidário
A carreira eleitoral de Fábio possui essencialmente dois momentos:
PDT → PSD
Foi eleito vereador e registrou a candidatura estadual de 2010 pelo PDT. Desde 2012, todas as suas candidaturas ocorreram pelo PSD.
Patrimônio
Fábio declarou R$ 1.698.945,66 em 2026. Entre os bens aparecem dois apartamentos avaliados em aproximadamente R$ 519,4 mil e R$ 491,7 mil, automóveis, lote, moto aquática, quadriciclos, participações empresariais e recursos financeiros.
VALMIR DE FRANCISQUINHO
Cinco mandatos de vereador, três vitórias para prefeito e uma eleição estadual marcada pela Justiça
Valmir dos Santos Costa, o Valmir de Francisquinho, nasceu em 3 de dezembro de 1968, em Itabaiana, no Agreste sergipano.
Filho de uma família de origem humilde, trabalhou desde jovem e mais tarde formou-se bacharel em Direito. A biografia institucional da Prefeitura de Itabaiana registra que ele foi eleito vereador cinco vezes antes de chegar ao Executivo municipal.
A base eleitoral aberta do TSE permite acompanhar com precisão as votações a partir de 2000.
Naquele ano, pelo PPB, recebeu 2.316 votos e foi eleito vereador. Em 2004, já pelo PP, chegou a 3.213 votos. Em 2008, pelo PSB, obteve 4.960 votos, novamente terminando como o vereador mais votado de Itabaiana.
Em 2012 deixou a Câmara para disputar a prefeitura pelo PR. Venceu com 27.435 votos. Em 2016 foi reeleito, ampliando o desempenho para 35.559 votos.
Depois de dois mandatos consecutivos, partiu para uma disputa estadual.
O capítulo de 2022
A eleição de 2022 exige uma explicação própria.
Valmir registrou candidatura ao Governo de Sergipe pelo PL, mas em 29 de setembro de 2022, três dias antes da votação, o Tribunal Superior Eleitoral manteve decisão do TRE-SE e indeferiu seu registro, com fundamento na Lei da Ficha Limpa e em condenação por abuso de poder político ou econômico. Como não havia tempo hábil para retirá-lo das urnas, seu nome permaneceu no equipamento eletrônico.
Valmir recebeu 457.922 votos, a maior quantidade nominal daquela votação, mas esses votos foram juridicamente considerados nulos e, portanto, não integraram a totalização dos votos válidos para governador.
Em outubro daquele mesmo ano, decisão posterior do TSE restabeleceu sua elegibilidade e a de seu filho Talysson Costa no processo que havia gerado a restrição, mas isso ocorreu depois da eleição e não alterou o resultado da disputa para governador.
Valmir voltou às urnas em 2024, quando conquistou novamente a Prefeitura de Itabaiana, dessa vez pelo PL, com 35.897 votos.
Para poder disputar o Governo de Sergipe em 2026, deixou antecipadamente a prefeitura. Desta vez, seu registro foi deferido por unanimidade pelo TRE-SE em 4 de setembro, após o tribunal rejeitar a impugnação apresentada contra a candidatura.
Linha do tempo eleitoral de Valmir de Francisquinho
| Ano | Cargo | Partido | Votação | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 2000 | Vereador de Itabaiana | PPB | 2.316 | Eleito |
| 2004 | Vereador de Itabaiana | PP | 3.213 | Eleito |
| 2008 | Vereador de Itabaiana | PSB | 4.960 | Eleito |
| 2012 | Prefeito de Itabaiana | PR | 27.435 | Eleito |
| 2016 | Prefeito de Itabaiana | PR | 35.559 | Reeleito |
| 2022 | Governador | PL | 457.922* | Registro indeferido; votos nulos |
| 2024 | Prefeito de Itabaiana | PL | 35.897 | Eleito |
| 2026 | Governador | Republicanos | — | Em disputa |
*Os 457.922 votos apareceram numericamente nas urnas, mas não foram contabilizados como votos válidos em razão do indeferimento do registro.
A biografia oficial também registra mandatos de vereador anteriores a 2000. Como os dados eleitorais mais antigos não apresentam no acervo aberto atual a mesma padronização de votações disponível a partir daquele ano, eles não são artificialmente reconstruídos nesta tabela.
O caminho partidário
Considerando as candidaturas com registros individualizados disponíveis desde 2000:
PPB → PP → PSB → PR → PL → Republicanos
É a trajetória partidária mais extensa entre os principais nomes da eleição sergipana.
Patrimônio
Valmir declarou R$ 258 mil: uma Toyota SW4 avaliada em R$ 233 mil e R$ 25 mil informados em espécie.
RICARDO MARQUES
Do jornalismo à vice-prefeitura de Aracaju — e, agora, ao governo estadual
José Ricardo Marques dos Santos nasceu em Aracaju em 16 de maio de 1969. Jornalista e redator, trabalhou por mais de duas décadas na comunicação antes de ingressar na política eleitoral.
Sua trajetória nas urnas começou recentemente.
Em 2020, candidatou-se a vereador de Aracaju pelo Cidadania e recebeu 2.501 votos, sendo eleito pelo sistema proporcional.
Em 2022, buscou uma cadeira na Assembleia Legislativa. Recebeu 12.686 votos em todos os 75 municípios sergipanos, mas terminou como suplente.
O salto para o Executivo veio em 2024. Ricardo foi escolhido como candidato a vice-prefeito de Aracaju na chapa de Emília Corrêa. No primeiro turno, a chapa recebeu 126.365 votos. No segundo, venceu com 165.924 votos, ou 57,46% dos válidos, fazendo de Ricardo o vice-prefeito da capital a partir de janeiro de 2025.
Em 2026, deixou o Cidadania e passou ao PL para concorrer ao Governo de Sergipe.
Sua chapa sofreu uma alteração durante a campanha. Pastora Salete havia sido anunciada inicialmente como vice, razão pela qual seu nome ainda aparece em algumas versões arquivadas do plano de governo. A composição eleitoral mais recente registrada no TSE tem Érico Menezes (PL) como candidato a vice.
Linha do tempo eleitoral de Ricardo Marques
| Ano | Cargo | Partido | Votação | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 2020 | Vereador de Aracaju | Cidadania | 2.501 | Eleito |
| 2022 | Deputado estadual | Cidadania | 12.686 | Suplente |
| 2024 – 2º turno | Vice-prefeito de Aracaju | Cidadania | 165.924 votos da chapa | Eleito |
| 2026 | Governador | PL | — | Em disputa |
O caminho partidário
Cidadania → PL
Todas as candidaturas de Ricardo até 2024 ocorreram pelo Cidadania. A disputa estadual marca sua estreia pelo Partido Liberal.
Patrimônio
Ricardo Marques informou não possuir bens a declarar em 2026. Em eleições anteriores, havia declarado R$ 57,1 mil em 2020 e 2022 e R$ 60,8 mil em 2024. A informação de R$ 0 em 2026 significa apenas que nenhum bem foi declarado no registro eleitoral atual e não deve ser interpretada como auditoria patrimonial.
EMANUEL CACHO
Um retorno às urnas depois de 12 anos
Emanuel Messias Oliveira Cacho nasceu em Aracaju em 20 de dezembro de 1959. Advogado criminalista, é o candidato mais velho da disputa, com 66 anos no primeiro turno.
Sua experiência pública não começou nas eleições. Em 2003, assumiu a Secretaria de Justiça e Cidadania de Sergipe, permanecendo na função até 2006. Mais tarde integrou comissão de juristas do Senado encarregada de trabalhar na elaboração de uma proposta de novo Código Penal.
Sua primeira aparição eleitoral registrada no acervo atual do TSE ocorreu em 2006, como segundo suplente da então senadora Maria do Carmo Alves, pelo PFL. A chapa venceu aquela eleição e Maria do Carmo conquistou novo mandato no Senado.
Em 2010, Emanuel tentou ocupar diretamente uma cadeira no Senado. Pelo PPS, recebeu 66.725 votos, equivalentes a 3,59%, sem se eleger.
Em 2014, registrou candidatura a deputado estadual pelo PEN, mas não conquistou mandato.
Depois disso, passou mais de uma década longe das urnas. Em 2026 retorna como candidato ao governo e presidente estadual da Federação PSDB/Cidadania.
Linha do tempo eleitoral de Emanuel Cacho
| Ano | Cargo | Partido | Votação | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 2006 | 2º suplente de senador | PFL | Votação da chapa | Chapa de Maria do Carmo eleita |
| 2010 | Senador | PPS | 66.725 – 3,59% | Não eleito |
| 2014 | Deputado estadual | PEN | — | Não eleito |
| 2026 | Governador | PSDB | — | Em disputa |
O caminho partidário
Em suas candidaturas:
PFL → PPS → PEN → PSDB
Patrimônio
Emanuel declarou R$ 600 mil, o segundo maior patrimônio entre os candidatos ao governo. São dois bens: uma casa avaliada em R$ 500 mil e um automóvel de R$ 100 mil.
DR. HELTON
A saúde pública como porta de entrada para a primeira eleição
José Helton Silva Monteiro, o Dr. Helton, nasceu em Santos, São Paulo, em 18 de fevereiro de 1976.
Médico, construiu sua projeção pública fora dos cargos eletivos. Foi dirigente do Sindicato dos Médicos de Sergipe, teve participação no movimento estudantil e integrou instâncias de controle social da saúde, incluindo o Conselho Estadual de Saúde.
A disputa pelo Governo de Sergipe é sua primeira candidatura eleitoral.
Helton concorre pelo PSOL, tendo Izaltina Quilombola como vice. Seu programa incorpora temas que historicamente fazem parte da pauta do partido: fortalecimento dos serviços públicos, direitos humanos, participação social, redução das desigualdades e maior presença estatal em setores estratégicos.
Linha do tempo eleitoral de Dr. Helton
| Ano | Cargo | Partido | Votação | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 2026 | Governador | PSOL | — | Primeira candidatura; registro ainda sob disputa judicial |
O pedido individual ainda aparecia como “aguardando julgamento” na manhã de 6 de setembro, depois de o TRE-SE indeferir o DRAP da Federação PSOL/Rede. A decisão regional admite recurso ao TSE.
O caminho partidário
Como candidato eleitoral:
PSOL
Patrimônio
Dr. Helton declarou R$ 47 mil, correspondentes a um automóvel Fiat Freemont 2012.
TATY CRISTINA DE JESUS
A única mulher na disputa estreia diretamente para governadora
Tatiana Cristina Santos de Jesus, nome de urna Taty Cristina de Jesus, nasceu em Aracaju em 29 de junho de 1982.
É empresária, possui ensino superior completo e, aos 44 anos, aparece como a única mulher entre os seis nomes registrados para o Governo de Sergipe em 2026.
Assim como Dr. Helton, Taty não possui eleição anterior no histórico eleitoral apresentado nas bases consultadas. Sua estreia acontece diretamente em uma disputa majoritária estadual.
Concorre pelo Democracia Cristã, número 27, em chapa formada com Simeão Barbosa, também do DC.
O partido enfrentou um problema inicial em seu registro coletivo, mas conseguiu reverter a decisão. Em 2 de setembro, o TRE-SE acolheu recurso e deferiu o DRAP da Democracia Cristã, reconhecendo que a legenda estava regular no momento em que realizou sua convenção eleitoral.
Linha do tempo eleitoral de Taty Cristina
| Ano | Cargo | Partido | Votação | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 2026 | Governadora | DC | — | Primeira candidatura |
O caminho partidário
Como candidata:
Democracia Cristã – DC
Patrimônio
Taty declarou R$ 108 mil, formados por uma caminhonete Hilux financiada, informada por R$ 98 mil, e R$ 10 mil em dinheiro.
Do maior ao menor patrimônio
A diferença patrimonial declarada entre os concorrentes é significativa:
| Posição | Candidato | Patrimônio declarado |
|---|---|---|
| 1º | Fábio Mitidieri | R$ 1.698.945,66 |
| 2º | Emanuel Cacho | R$ 600.000,00 |
| 3º | Valmir de Francisquinho | R$ 258.000,00 |
| 4º | Taty Cristina de Jesus | R$ 108.000,00 |
| 5º | Dr. Helton | R$ 47.000,00 |
| 6º | Ricardo Marques | R$ 0,00 |
Juntos, os seis informaram R$ 2.711.945,66. Os valores são autodeclarados à Justiça Eleitoral e não equivalem necessariamente ao valor de mercado atual dos bens nem constituem auditoria sobre a situação econômica pessoal dos candidatos.
O que os candidatos propõem para Sergipe
Os planos entregues à Justiça Eleitoral também possuem dimensões bastante diferentes. O documento de Ricardo Marques possui 75 páginas; o de Valmir, 55; o de Dr. Helton, 47; o de Fábio, 34; o de Emanuel Cacho, 20; e o de Taty Cristina, 11 páginas. O número de páginas, evidentemente, não é indicador de qualidade ou viabilidade — serve apenas para dimensionar o grau de detalhamento formal apresentado.
Quadro comparativo das principais propostas
| Candidato | Educação | Saúde | Segurança / infraestrutura | Marca predominante |
|---|---|---|---|---|
| Fábio | Expandir educação profissionalizante em tempo integral | Construir o Hospital 60+ e ampliar políticas existentes | Complexo Viário Senadora Maria do Carmo; continuidade de grandes investimentos | Continuidade e expansão do atual governo |
| Valmir | Elevar alfabetização de jovens e adultos; ampliar educação profissional e tecnológica | Novo hospital geral metropolitano, mais leitos clínicos e UTIs e alas psiquiátricas | Mobilidade integrada, videomonitoramento viário e modernização do Estado | Descentralização, gestão regional e desenvolvimento econômico |
| Ricardo Marques | Educação conectada à qualificação, tecnologia e desenvolvimento territorial | Novos hospitais regionais, descentralização do Huse e saúde digital | Modernizar forças de segurança; mapear riscos climáticos e socioambientais | Descentralização dos serviços e modernização tecnológica |
| Emanuel Cacho | Aumentar em 20% as matrículas do ensino médio integral | Telemedicina em todos os municípios e meta de reduzir espera por cirurgias | Concursos regulares na segurança; metas e indicadores públicos | Gestão por metas verificáveis |
| Dr. Helton | Piso nacional para professores; tempo integral; Universidade Estadual; educação do campo e quilombola | Farmácia estadual, fim das OSs na saúde e redução das filas | Tarifa Zero metropolitana, reestatização da Deso, saneamento universal e polícia de proximidade | Fortalecimento direto do Estado e dos serviços públicos |
| Taty Cristina | Ampliar educação profissional e tecnológica | Gestão por indicadores e redução de filas | Mapa público das rodovias; mais tecnologia e análise criminal | Gestão enxuta, indicadores e modernização |
A síntese utiliza os documentos entregues ao TSE. Não representa avaliação sobre custo, disponibilidade financeira, constitucionalidade ou capacidade de execução das medidas.
FÁBIO: a eleição como julgamento de um governo em andamento
O programa de Fábio é inevitavelmente diferente dos demais porque não parte de uma folha em branco. Como governador desde 2023, o candidato apresenta boa parte das propostas como continuação ou ampliação de políticas já iniciadas.
Na educação, o compromisso destacado é aumentar a oferta de educação profissionalizante em tempo integral.
Na saúde, uma das principais promessas é a construção do chamado Hospital 60+, direcionado especialmente às necessidades da população idosa.
Na infraestrutura, destaca-se a entrega do Complexo Viário Senadora Maria do Carmo, além da continuidade de intervenções estruturantes.
O documento possui 34 páginas e procura apresentar a eleição de 2026 como a passagem de uma primeira etapa de governo para um novo ciclo de expansão.
A vantagem e o risco político são os mesmos: Fábio pode apresentar obras, programas e indicadores concretos, mas também será julgado diretamente pelos problemas que permaneceram durante seu mandato.
VALMIR: levar a experiência de Itabaiana para os 75 municípios
O programa de Valmir possui 55 páginas e procura transformar sua trajetória na Prefeitura de Itabaiana em credencial para administrar o Estado.
Na saúde, propõe construir um Hospital Geral na Região Metropolitana de Aracaju, ampliar hospitais regionais, aumentar leitos clínicos e de UTI, estruturar serviços de hemodiálise no interior, fortalecer telemedicina e transformar o Hospital da Polícia Militar em Hospital do Servidor Público e Militar.
Na educação, o documento estabelece a área como instrumento central de desenvolvimento econômico. Entre os compromissos aparecem alfabetização, educação profissional, inclusão digital e inovação.
A infraestrutura também recebe peso significativo. O plano fala em modernização do Detran, ampliação do videomonitoramento em rodovias, sinalização inteligente, conectividade dos órgãos públicos e criação de uma Central Integrada de Operações.
Na economia, Valmir propõe auditoria das finanças estaduais, revisão dos incentivos fiscais e políticas específicas de atração de investimentos para petróleo, gás, fertilizantes, turismo, tecnologia, indústria e economia verde.
A narrativa política é clara: mostrar que a experiência acumulada em Itabaiana pode ser reproduzida em escala estadual.
RICARDO MARQUES: descentralizar saúde e administração
Com 75 páginas, Ricardo possui o plano formalmente mais extenso entre os seis.
A saúde está entre os assuntos de maior destaque. O candidato propõe ampliar hospitais regionais e reduzir a dependência do Hospital de Urgências de Sergipe, defendendo que serviços especializados e diagnóstico por imagem sejam levados ao interior.
Também apresenta uma agenda de transformação digital da saúde, com prontuário eletrônico integrado, teleconsultoria, teleatendimento, laudos remotos e conexão entre regulação, assistência farmacêutica e vigilância.
Na segurança pública, o plano afirma que prevenção, inteligência, investigação, presença territorial, tecnologia e valorização dos profissionais devem ser articulados.
Na área ambiental e de infraestrutura, Ricardo propõe construir um mapa permanente das áreas de risco climático e socioambiental dos 75 municípios.
Seu programa procura associar duas ideias: descentralização e tecnologia.
EMANUEL CACHO: compromissos acompanhados de números e prazos
O programa de Emanuel Cacho possui uma característica diferente: várias propostas aparecem acompanhadas por metas quantitativas e prazos.
Na educação, promete aumentar em 20% as matrículas no ensino médio em tempo integral.
Na saúde, pretende reduzir em 25% o tempo médio de espera por cirurgias eletivas em até 24 meses, implantar uma central única de regulação com fila pública e auditável e oferecer telemedicina especializada aos 75 municípios sergipanos durante o mandato.
Na segurança, defende concursos públicos regulares para recompor os efetivos das forças estaduais, modernização tecnológica e planejamento orientado por indicadores.
A infraestrutura aparece relacionada à duplicação de rodovias troncais, manutenção da malha viária, saneamento e atração de investimentos.
Entre os seis concorrentes, Emanuel tenta apresentar-se como a candidatura mais associada a uma lógica de metas verificáveis e cobrança por resultados.
DR. HELTON: o programa com maior presença direta do poder público
O plano de Dr. Helton apresenta talvez a diferença ideológica mais clara em relação às candidaturas de centro e de direita.
Na economia, propõe um Plano Estadual de Obras Públicas e Geração de Emprego, complementação estadual de renda para famílias vulneráveis, restaurantes populares, incentivo à economia solidária, concursos públicos e crédito para pequenos negócios.
Uma das propostas de maior impacto político é a reestatização da Deso.
Na educação, aparecem pagamento do piso nacional do magistério, ampliação do tempo integral, valorização dos professores, criação de uma Universidade Estadual de Sergipe e políticas específicas para educação do campo, quilombola e indígena.
Na saúde, o documento defende fortalecimento da atenção primária, fim das Organizações Sociais na gestão da saúde, redução das filas, Farmácia Popular Estadual, hospital veterinário público e políticas específicas para saúde mental e pessoas neurodivergentes.
Na mobilidade, Helton propõe Tarifa Zero no transporte metropolitano, além de saneamento e tratamento de esgoto universalizados.
Em segurança, o eixo programático é de polícia de proximidade, direitos humanos, prevenção, reinserção social e tratamento da política de drogas também como questão de saúde pública.
É, entre os programas analisados, o que defende de maneira mais explícita expansão da atuação direta do Estado.
TATY CRISTINA: educação profissional, rodovias e segurança orientada por dados
O programa de Taty Cristina é o mais enxuto: 11 páginas.
Na educação, a principal linha é ampliar a formação profissional e tecnológica, combinada à melhoria da infraestrutura, conectividade e valorização da escola pública.
Na infraestrutura, propõe criar um mapa público sobre as condições das rodovias estaduais, permitindo que a sociedade acompanhe o estado de conservação da malha viária.
Na segurança, destaca tecnologia e análise criminal como instrumentos para orientar a distribuição de recursos e ações policiais.
Seu documento enfatiza gestão por resultados, planejamento e acompanhamento de indicadores. Por ser uma candidata sem mandato ou experiência eleitoral anterior, Taty enfrenta o desafio adicional de apresentar simultaneamente um projeto de governo e sua própria identidade política ao eleitor.
Educação: seis caminhos para um problema comum
A educação evidencia diferenças importantes entre os projetos.
Fábio aposta na expansão da estrutura existente, especialmente no ensino profissional em tempo integral.
Valmir associa educação à qualificação, alfabetização e desenvolvimento regional.
Ricardo procura aproximar formação, tecnologia e demandas econômicas.
Emanuel estabelece metas quantitativas, como crescimento de 20% das matrículas em tempo integral.
Helton apresenta a agenda mais focada na valorização do funcionalismo, criação de uma universidade estadual e ampliação direta da estrutura pública.
Taty prioriza educação profissional e tecnológica.
Ou seja: todos apresentam educação como prioridade, mas discordam sobre os instrumentos para transformá-la.
Saúde: regionalização aparece como um dos consensos
Na saúde existe uma convergência relevante.
Tanto Fábio quanto Valmir, Ricardo e Emanuel falam, de maneiras diferentes, em reduzir a concentração do atendimento especializado na capital.
Fábio propõe o Hospital 60+.
Valmir promete novo hospital geral para a Grande Aracaju e expansão de serviços nos hospitais regionais.
Ricardo defende descentralizar funções atualmente concentradas no Huse.
Emanuel propõe telemedicina em todos os municípios e fila pública de regulação.
Helton também quer reduzir filas e ampliar a atenção primária, mas acrescenta uma diferença estrutural: retirar Organizações Sociais da gestão e fortalecer a administração pública direta.
É provavelmente uma das áreas em que existe maior concordância sobre o diagnóstico — excesso de concentração e filas — e maior divergência sobre a maneira de administrar a solução.
Segurança: tecnologia é consenso, modelo de policiamento não
Outra convergência aparece na tecnologia.
Fábio, Valmir, Ricardo, Emanuel e Taty defendem, em maior ou menor grau, sistemas digitais, inteligência, integração de informações ou videomonitoramento.
A divergência surge quando se pergunta qual deve ser a relação entre polícia, prevenção e direitos civis.
Dr. Helton coloca polícia comunitária, prevenção, direitos humanos e políticas de reinserção social no centro do modelo.
Emanuel enfatiza recomposição de efetivos e metas.
Ricardo propõe modernização estrutural e tecnológica.
Valmir combina inteligência, integração e presença territorial.
Taty enfatiza análise criminal.
Portanto, a ideia de “modernizar a segurança” é praticamente consensual; o que significa modernização é que muda de um programa para outro.
A eleição de 2022 ainda está no centro da campanha de 2026
A peculiaridade de Sergipe é que o principal confronto eleitoral possui uma história recente mal concluída nas urnas.
Em 2022, Fábio Mitidieri tornou-se governador com 623.851 votos no segundo turno.
Valmir, por sua vez, havia recebido 457.922 votos no primeiro turno, mas sua candidatura estava indeferida e esses votos não puderam ser contabilizados como válidos.
Quatro anos depois, os dois voltam a se encontrar eleitoralmente, mas em circunstâncias diferentes.
Fábio carrega o bônus e o ônus de ser governador.
Valmir chega com registro deferido e tenta converter em votos válidos uma força eleitoral que sustenta ter demonstrado em 2022, além da vitória obtida em Itabaiana em 2024.
Não se trata, portanto, simplesmente de uma repetição da eleição anterior.
Em 2022, um deles governava apenas uma expectativa; em 2026, Fábio possui quatro anos de governo para serem avaliados e Valmir chega juridicamente habilitado pelo TRE-SE à disputa.
Ricardo tenta construir uma terceira via eleitoral
Ricardo Marques ocupa uma posição singular.
Sua trajetória eleitoral é muito menor que a de Fábio e Valmir, mas sua eleição como vice-prefeito de Aracaju lhe deu exposição em um eleitorado significativamente maior que o de suas candidaturas proporcionais anteriores.
A chapa Emília Corrêa–Ricardo recebeu 165.924 votos no segundo turno de 2024, número muito superior aos 12.686 alcançados por Ricardo individualmente para deputado estadual dois anos antes.
O desafio é saber quanto dessa votação municipal pode ser transferido para sua própria candidatura estadual.
Seu programa de 75 páginas e sua filiação ao PL procuram oferecer uma estrutura política e programática capaz de transformá-lo em alternativa aos dois candidatos que iniciaram a campanha na liderança.
Emanuel, Helton e Taty disputam também espaço político
As três demais candidaturas começam de pontos muito diferentes.
Emanuel Cacho possui experiência institucional e eleitoral, mas estava há 12 anos sem disputar uma eleição.
Dr. Helton possui reconhecimento sobretudo no setor da saúde e no movimento sindical, mas estreia nas urnas diretamente para governador — e ainda depende da solução jurídica envolvendo a Federação PSOL/Rede.
Taty Cristina também estreia eleitoralmente e precisa construir conhecimento público de seu nome enquanto apresenta o projeto do Democracia Cristã.
A eleição, para esses candidatos, possui assim duas dimensões: alcançar votos suficientes para disputar o Executivo e, ao mesmo tempo, ampliar o espaço político de seus partidos e agendas no debate estadual.
O que mostram as pesquisas neste início de setembro
A fotografia mais recente disponível no fechamento desta reportagem reforça a concentração da disputa entre Fábio e Valmir.
Pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 4 de setembro, apontou Fábio com 45%, Valmir com 37%, Ricardo Marques com 9% e Emanuel Cacho com 2%. Dr. Helton e Taty não pontuaram nesse levantamento.
Em uma eventual disputa de segundo turno, Fábio aparece com 47% e Valmir com 43%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, o cenário configura empate técnico no limite da margem.
O instituto ouviu 1.600 eleitores entre 31 de agosto e 3 de setembro. Pesquisa eleitoral representa o momento em que as entrevistas foram realizadas e não constitui previsão do resultado das urnas.
O dado é politicamente importante porque mostra duas coisas simultaneamente: Fábio começa setembro na frente no cenário de primeiro turno, mas um eventual segundo turno entre ele e Valmir aparece significativamente mais apertado.
Seis candidatos, quatro tipos de trajetória
A disputa sergipana pode ser compreendida a partir das próprias biografias.
Fábio Mitidieri representa a continuidade de um projeto que já controla o Executivo estadual e precisa ser julgado pelo que realizou desde 2023.
Valmir de Francisquinho representa a tentativa de estadualizar uma trajetória política construída principalmente em Itabaiana e concluir uma disputa pelo governo que, em 2022, terminou nos tribunais antes de terminar nas urnas.
Ricardo Marques representa uma ascensão política rápida: vereador em 2020, candidato a deputado em 2022, vice-prefeito em 2024 e candidato a governador em 2026.
Emanuel Cacho representa o retorno de um nome com experiência institucional e uma história eleitoral mais antiga, mas que ficou mais de uma década fora das urnas.
Dr. Helton traz para a disputa um perfil originado na saúde pública, sindicalismo e controle social, acompanhado do programa que defende a maior expansão direta do Estado entre os seis.
Taty Cristina é a única mulher e uma das duas estreantes, tentando construir uma identidade eleitoral a partir do empreendedorismo, da gestão e de propostas de modernização.
Entre continuidade, alternância e projetos de Estado
Vista apenas pelas pesquisas, a eleição pode parecer uma disputa entre dois nomes.
Vista pelos programas, ela é mais complexa.
Fábio pede continuidade.
Valmir pede alternância e tenta transformar a experiência municipal em modelo estadual.
Ricardo apresenta descentralização e tecnologia como instrumentos de mudança.
Emanuel aposta em metas, planejamento e indicadores.
Helton propõe ampliar serviços públicos, reestatizar estruturas e aumentar a atuação direta do governo.
Taty oferece uma agenda de gestão, formação profissional e uso de tecnologia.
São diferenças que ultrapassam slogans e alianças.
A escolha envolve também decidir quanto o Estado deve intervir na economia, como organizar o sistema de saúde, que prioridade dar à educação profissional, qual modelo de segurança adotar, como interiorizar os serviços e quem possui experiência suficiente para transformar promessas em políticas públicas.
A decisão de 4 de outubro
Em 4 de outubro de 2026, aproximadamente 1,74 milhão de sergipanos terão diante de si seis nomes registrados para o Palácio Governador Augusto Franco — embora a situação definitiva da candidatura do PSOL/Rede ainda dependa da batalha judicial em curso.
Fábio Mitidieri pedirá mais quatro anos.
Valmir de Francisquinho buscará transformar uma longa trajetória municipal e os votos que não puderam valer em 2022 na sua primeira vitória estadual.
Ricardo Marques tentará deixar a vice-prefeitura de Aracaju para assumir o principal cargo executivo de Sergipe.
Emanuel Cacho voltará ao julgamento das urnas depois de 12 anos.
Dr. Helton tentará transformar militância na saúde e nos movimentos sociais em força eleitoral.
Taty Cristina buscará fazer de sua estreia política uma das maiores surpresas do pleito.
Mais do que escolher entre seis biografias, o eleitor sergipano escolherá entre experiência estadual, experiência municipal, renovação política e diferentes concepções sobre o papel do Estado.
E, em Sergipe, há ainda uma particularidade que torna 2026 especialmente simbólico: quatro anos depois, Fábio e Valmir finalmente podem voltar a se enfrentar em uma eleição na qual, até aqui, ambos possuem a possibilidade jurídica de ter seus votos efetivamente contabilizados — ressalvada a dinâmica normal de recursos e decisões que ainda podem ocorrer ao longo do processo eleitoral.
Nota
Esta reportagem foi fechada em 6 de setembro de 2026 com dados disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral, Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe, Câmara dos Deputados, registros históricos das eleições, planos de governo entregues à Justiça Eleitoral e cobertura jornalística.
O caso da candidatura de Dr. Helton merece acompanhamento especial: o TRE-SE indeferiu em 4 de setembro o DRAP da Federação PSOL/Rede, decisão contra a qual foi anunciado recurso ao TSE. Por isso, a referência a seis nomes corresponde aos registros existentes na disputa, e não antecipa a decisão final da Justiça Eleitoral.
No caso de Taty Cristina, o TRE-SE acolheu recurso do Democracia Cristã e restabeleceu a habilitação partidária, embora bases sincronizadas ainda pudessem apresentar defasagem no status individual do registro.
No caso de Valmir de Francisquinho, os 457.922 votos de 2022 são apresentados para retratar seu desempenho numérico nas urnas, mas sempre acompanhados da ressalva de que foram considerados nulos pela Justiça Eleitoral em razão do indeferimento do registro naquele pleito. Seu registro para 2026 foi deferido pelo TRE-SE em 4 de setembro.
Os patrimônios são os valores declarados pelos próprios candidatos e não representam auditoria ou avaliação de mercado. Votos atribuídos a candidatos a vice correspondem à votação da respectiva chapa, pois vice-governadores e vice-prefeitos não recebem votação nominal independente.
As propostas foram tratadas como compromissos eleitorais registrados, sem presumir sua viabilidade fiscal, jurídica ou operacional. Situações de candidatura, composição de chapas e decisões judiciais podem sofrer alterações até o dia da eleição.