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Catedral Diocesana de Palmeira dos Índios - Foto: Pascom Diocesana

Diocese de Palmeira dos Índios – AL publica nomeações e transferências no Clero

O Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Dom Manoel de Oliveira Soares Filho, Bispo Diocesano de Palmeira dos Índios, após ouvir o Conselho Presbiteral e discernindo as necessidades pastorais do povo de Deus, tornou públicas na tarde desta quarta-feira (21) nomeações e transferências no clero local. Algumas paróquias dos setores Santana e Palmeira, além do Seminário São João Maria Vianney terão mudanças. As nomeações e transferências visam sempre o bem espiritual dos fiéis e a continuidade da missão evangelizadora da Igreja.

Recém ordenado, o padre Marcos Oliveira foi nomeado vigário paroquial na Paróquia de São José em São José da Tapera, que tem como pároco o padre Cristiano Abílio. O Padre Marcos foi ordenado no último dia 10 em uma celebração realizada no ginásio de esportes da Escola Estadual Humberto Mendes.

O padre José Paulo Rosendo, então administrador paroquial da Paróquia de São Vicente em Palmeira dos Índios foi transferido para a Paróquia Senhora Sant’Ana em Santana do Ipanema, onde atuará como vigário paroquial junto ao padre Jacyel Soares Maciel, pároco local.

A Paróquia de São Vicente, que teve o maior número de mudanças nos últimos anos, acolhe o padre Leandro Marques, que assume como pároco. Padre Leandro deixa a reitoria do Seminário São João Maria Vianney, função que será desempenhada a partir de agora pelo padre Jorge Paulo Gonzaga, que até então era vice-reitor. Para a função de vice-reitor, foi nomeado o padre Joelmir Batista.

O decreto publicado hoje traz também a informação da permanência do padre Marcos André Menezes em período de estudos em Roma.

Nos próximos dias, as paróquias devem divulgar as datas em que cada um passará a assumir as funções em suas novas paróquias.

Processo de transferência

As decisões e transferências são pensadas e construídas num conselho de padres, demandam longas conversas e, às vezes, várias reuniões.

O Direito Canônico fala de uma estabilidade ao pároco (seis anos e mais seis), mas isso não significa que não possa sair antes disso, se há acordo entre o bispo e este padre para outro lugar de missão. Os administradores paroquiais não gozam desta estabilidade canônica. Neste período, podem aparecer outras necessidades, podem aparecer situações que obriguem a repensar a presença dele ali, podem existir desarranjos e incompatibilidades, e isso obriga a repensar a colocação. A justificativa de o padre ser bom e querido, ter pouco tempo ali, ter feito bons trabalhos, tudo isso é louvável, mas os critérios são mais abrangentes.

A vida paroquial é um leque de responsabilidades, competências e interlocuções. A vida paroquial, sobretudo para os que estão sozinhos numa paróquia, exige múltipla atenção e variada atuação por parte do padre. Aprender isso é um caminho. Nem sempre feito no lugar onde o padre se encontra no momento. A mudança faz bem a todos, ao padre e à comunidade. Isso obriga a repensar relações, modos de servir e processos novos. Ninguém goza de estabilidade indefinida, nem os bispos! Prazos ajudam a rever muitas posturas, manias e relações.

Se um determinado sacerdote é dotado de muitas qualidades e competências a ponto de trazer grandes alegrias e avanços a uma comunidade, ele não pode ser possuído por esta comunidade como um “bem inalienável”. Outros lugares precisam dele e dos seus dons. Ele pode ser o pastor que a comunidade vizinha precisa em vista de suas demandas pastorais, espirituais, administrativas e humanas.

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